Alerj terá protesto nesta sexta (17) na sessão que pode livrar Picciani da prisão

Grades são colocadas ao redor da Alerj: acesso negado à população - reprodução TV

Ato deverá transcorrer durante toda a tarde; servidores com salários atrasados devem liderar protesto

IMPRENSA SINDSCOPE

Protesto na porta da Assembleia Legislativa do Rio, nesta sexta-feira (17), pressionará os parlamentares a não soltar os deputados pemedebistas afastados Jorge Picciani, que presidia a Casa, Paulo Melo e Edson Albertassi, que era líder do governo.

Sindicatos, frentes políticas e movimentos sociais estão convocando a manifestação de emergência, prevista para começar às 13 horas, mas que deve se estender até o fim do dia. Servidores estaduais tendem a liderar o protesto. Boa parte deles está com os salários atrasados e sem receber o 13o salário desde dezembro de 2016. Alguns setores, como servidores das universidades estaduais, estão em greve.

O deputado Wagner Montes (PRB), que assumiu a presidência da Alerj, convocou sessão extraordinária para decidir sobre a prisão dos três deputados. A base governista, que tem ampla maioria, articula a libertação e a devolução dos mandatos dos três tendo como referência a recente decisão do Supremo Tribunal Federal que livrou o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

A prisão de Picciani e dos outros dois deputados foi determinada pelos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 2a Região, no Rio de Janeiro, por envolvimento em esquema de corrupção. O ex-governador do Rio Sérgio Cabral, também do PMDB, completou um ano de detenção.

Para dar início à sessão extraordinária, prevista para as 15 horas, é necessário o quórum de 36 deputados. A decisão do TRF é derrubada se metade mais um dos deputados assim votarem. Pela manhã, grades estavam sendo fixadas ao redor da Alerj para isolá-la dos manifestantes. Entidades sindicais e civis exigem que seja permitido o acesso às galerias para acompanhar a sessão.

IMPRENSA SINDSCOPE