Assembleia aprova paralisação no CPII por 24h nesta sexta (10)

 

Servidores do Colégio Pedro II participarão das atividades do dia de protestos e do ato unificado deste 10 de novembro, com concentração na Candelária, às 16h.

IMPRENSA SINDSCOPE

Os servidores do Colégio Pedro II aprovaram, na assembleia geral realizada na noite desta segunda-feira (6), no campus Tijuca II, participar da paralisação nacional por 24 horas que está sendo construída para o dia 10 de novembro, sexta-feira, véspera da entrada em vigor da reforma Trabalhista, considerado o maior retrocesso em direitos laborais da história do país.

A decisão foi tomada por unanimidade na assembleia, logo após debate sobre a conjuntura política e a situação dos trabalhadores. Os protestos desta sexta-feira (10) estão sendo convocados pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais – do qual participam organizações sindicais como o Sinasefe, Andes-SN (docentes do ensino superior), Fasubra (técnicos das universidades), Fenasps (servidores da saúde e Previdência) e Fenajufe (Judiciário Federal), entre outros.

As manifestações também estão sendo articuladas por sindicatos do setor privado, em especial metalúrgicos e petroleiros, e devem ser marcadas por paralisações e atos nas grandes cidades. A ideia é fazer da data um marco na retomada das mobilizações e da reação aos ataques do governo de Michel Temer aos direitos dos trabalhadores.

Os atos devem exigir o arquivamento da reforma da Previdência, o fim dos cortes nos orçamentos da saúde, da educação e de outros serviços públicos, além da revogação da reforma Trabalhista e da Emenda Constitucional 95, que congela e reduz, na prática, os orçamentos do setor público.

Os servidores aprovaram participar da plenária de organização de ato conjunto no Rio de Janeiro, prevista para acontecer nesta terça-feira (7), a partir das 18h30min, na sede do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro-RJ), na av. passos 35, próximo à Praça Tiradentes.

MP 805

Os protestos vão incorporar ainda a defesa da derrubada da Medida Provisória 805/2017, que aumenta a alíquota previdenciária dos servidores de 11% para 14%, sobre o que exceder o teto do Regime Geral, e posterga por um ano reajustes salariais de diversos setores, entre eles os docentes federais.

Sindicatos de servidores avaliam que é possível derrubar a MP 805, mas é preciso ocupar as ruas e expor a insatisfação e a indignação com o governo Temer. O que não dá, alertam, é ficar parado e alheio a tantos ataques.

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Foto: Ascom Sindscope