Assembleia no CPII aprova paralisação e participação nos atos do dia 14 de setembro

Assembleia dos servidores do CPII, que aprovou participar da paralisação do dia 14 de setembro - arquivo pessoal

Dia nacional de protestos e paralisações é reação do funcionalismo federal a reformas, cortes nos orçamentos e pacotes de medidas contra os serviços públicos

IMPRENSA SINDSCOPE

A assembleia geral dos servidores do Colégio Pedro II aprovou a participação na paralisação de 24 horas organizada nacionalmente para o dia 14 de setembro, próxima quinta-feira. Também se deliberou pelo comparecimento coletivo ao ato unificado que está sendo convocado para este dia, no Centro do Rio, ao final da tarde. A assembleia ocorreu na manhã desta segunda-feira (11), no auditório do Sindscope.

Os protestos e paralisações previstos para a quinta-feira (14) estão sendo organizados por sindicatos do funcionalismo público federal de todo o país. As manifestações vão contestar as reformas do governo Michel Temer, que eliminam direitos previdenciários e trabalhistas, os cortes nos orçamentos da União de 2018 encaminhados pelo Ministério da Fazenda para a educação e a saúde e o pacote de medidas voltadas para os serviços públicos anunciado pelo Planalto.

O pacote, que terá que passar pelo Congresso Nacional, prevê o aumento da alíquota da Previdência, o congelamento dos salários em 2018 e programas de demissões voluntárias e afastamentos sem remuneração, além da privatização de dezenas de estatais, entre elas a Eletrobrás.

A paralisação e as demais manifestações nacionais desta quinta (14) foram articuladas a partir do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), ocorrida no início de agosto, em Brasília, que reuniu 102 sindicatos do funcionalismo de todo o país.

A Plenária do Sinasefe, o sindicato nacional da categoria, ocorrida no fim de semana na capital federal, confirmou a decisão de abraçar os atos do dia 14. Outros setores dos movimentos sindicais, como os metalúrgicos, sociais, populares e estudantis devem participar das manifestações.

O objetivo é fazer da data um marco na retomada das mobilizações e da reação dos servidores aos projetos e reformas que o impopular governo de Michel Temer, mesmo mergulhado em denúncias de corrupção, tenta aprovar ou aplicar e que atacam direitos da classe trabalhadora.

Para organizar a participação no ato unificado que deverá ocorrer no Centro do Rio, a assembleia convocou um comando de mobilização que se reunirá na própria quinta-feira (14), às 14 horas, na sede do sindicato.

A manifestação está prevista para acontecer ao final da tarde, mas os detalhes serão definidos na plenária dos movimentos populares e sindicais prevista para acontecer na noite desta segunda-feira (11), na sede do Sindipetro, a partir das 18 horas, da qual o Sindscope participará.

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