Assembleia no CPII reafirma necessidade de mobilização para barrar PEC da Previdência

Servidores aprovam a participação na construção de atos nesta terça (5) no Rio e repudiam decisão de centrais sindicais que suspenderam a greve nacional

IMPRENSA SINDSCOPE

Servidores do Colégio Pedro II, reunidos em assembleia na sexta-feira (1°), se posicionaram pela participação na construção de uma nova data para uma greve geral que pare o país e exija o arquivamento da reforma da Previdência e a revogação dos projetos já aprovados, como a reforma Trabalhista, a Lei das Terceirizações e o congelamento por 20 anos dos orçamentos dos serviços públicos.

A assembleia decidiu que não haverá paralisação no CPII nesta terça-feira, dia 5 de dezembro, mas deliberou pelo envolvimento do sindicato na construção de atos nesse dia de luta contra a PEC da Previdência e as reformas do governo de Michel Temer (PMDB).

Havia um ato central e unificado, já marcado, para a terça-feira (5), na Candelária, a partir das 16 horas. Com a decisão unilateral de seis das oito centrais sindicais que convocavam a greve nacional para o dia 5 de dezembro de suspendê-la, está sendo rearticulado por diversas entidades dos movimentos sindical e popular a manutenção de atividades nesta terça no Rio. Plenária neste sentido deve ser realizada na noite desta segunda-feira (4). O Sindscope divulgará o que ficar definido.

Os servidores reafirmaram na assembleia a avaliação de que o momento segue sendo muito grave e o risco de o governo federal aprovar a reforma da Previdência ainda em 2017 é real. As centrais sindicais desmarcaram a greve nacional prevista para 5 de dezembro sob a alegação de que a sinalizada votação da PEC 287 no dia 6 de dezembro não mais existia: o governo agora trabalha com a possibilidade de votá-la no dia 13 de dezembro.

Repúdio

A assembleia repudiou a decisão das seis centrais (CUT, Força Sindical, CTB, UGT, Nova Central e CSB), assinalando a incoerência de desmarcar desse modo a greve e a mobilização, dando um fôlego ao governo, justamente num momento em que o Planalto reconhece ter dificuldade de votar a proposta.

Duas centrais - CSP-Conlutas e Intersindical - não assinam a nota suspendendo o protesto e divulgaram textos criticando a decisão da CUT, da Força Sindical e das demais entidades que a tomaram, segundo elas, sem ao menos consultá-las. Ambas também defendem a manutenção das mobilizações. A CTB, que assina a nota suspendendo a convocação da greve de um dia, divulgou em seguida outra na qual diz que a medida é um erro, assinala a necessidade de seguir pressionando o governo, mas não esclarece porque subscreveu e manteve a assinatura no documento que desmarca a paralisação.

Câmara

Na semana passada, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, deu declarações reconhecendo que o governo não possui os 308 votos necessários para aprovar a PEC da Previdência. Disse isso, inclusive, para as representações de servidores que foram recebidas por ele logo após o protesto nacional contra as reformas, realizada na capital federal do dia 28 de novembro.

Mas deixou claro que o governo não desistiu e segue fazendo um grande esforço para votar, ainda em dezembro, a nova versão da proposta de emenda constitucional – que, na avaliação dos sindicatos, continua sendo um duro ataque ao direito básico à aposentadoria.

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