Rio terá atos em aeroportos e na Candelária no dia 19 contra PEC da Previdência

Haverá mobilização nos aeroportos pela manhã e passeata à tarde, com concentração às 16h na Candelária. Governo fixou dia 28 como data limite para votar PEC 287

IMPRENSA SINDSCOPE

Vai ser um dia de protestos no Rio e no país, afirmam militantes sindicais e dos movimentos sociais que participam da organização das manifestações que devem acontecer no dia 19 de fevereiro, a segunda-feira após o Carnaval, em defesa do direito à aposentadoria e aos demais benefícios previdenciários.

Os servidores do Colégio Pedro II decidiram, em assembleia convocada pelo Sindscope, participar das atividades – que estão sendo articuladas provavelmente em todas as capitais do país e em Brasília. No Distrito Federal, o funcionalismo também lançará a campanha salarial nacional e unificada de 2018.

As mobilizações devem começar já nas primeiras horas da manhã, nos dois principais aeroportos do Rio: Santos Dumont e no Tom Jobim, no Galeão. Para o fim da tarde, está previsto ato conjunto das centrais sindicais, sindicatos, movimentos sociais e frentes políticas que atuam no movimento. A concentração começa às 16 horas, na Candelária, de onde os manifestantes pretendem sair em passeata até a Cinelândia.

As organizações que estão convocando as atividades conclamam ainda os trabalhadores a vestirem preto neste dia, em protesto e em luto pela ameaça que paira sobre os direitos previdenciários no Brasil.

O governo de Michel Temer pretende iniciar a tramitação da Proposta de Emenda Constitucional 287/2016, que altera as regras da Previdência, na semana de 19 a 23 de fevereiro. A meta divulgada por lideranças governistas é votá-la até o dia 28 do mesmo mês.

Por conta disso, serão dias decisivos para a Previdência Social no país. O governo reconhece não ter os 308 votos necessários para aprovar as mudanças na Constituição, mas diz estar disposto a negociar itens do projeto em troca de votos de deputados da base aliada que hoje se negam a votá-lo. É para evitar que essa articulação – que envolve denúncias de compra de votos – tenha êxito que os movimentos contrários à reforma previdenciária convocam as mobilizações.

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