Terceirizados do CPII em luta por garantias trabalhistas se reúnem no Sindscope

Reunião de trabalhadoras e trabalhadores terceirizados do CPII na sede do Sindscope - arquivo pessoal

A direção do Sindscope se reuniu com trabalhadores e ex-trabalhadores das diversas empresas terceirizadas do Colégio Pedro II para tratar das demissões ocorridas no final de 2017

IMPRENSA SINDSCOPE

A direção do Sindscope se reuniu com trabalhadores e ex-trabalhadores das diversas empresas terceirizadas do Colégio Pedro II, na quinta-feira (11), para tratar das demissões ocorridas no final de 2017: as condições em que ocorreram as dispensas, a situação dos demitidos e a razão da não contratação dos dispensados pela nova terceirizada, já que as justificativas dadas pelo colégio e pela empresa recém-contratada foram consideradas pelo Sindscope frágeis e inconsistentes.

Além da direção e da assessoria jurídica do Sindscope, estiveram presentes ao encontro Waldinea Nascimento, presidente da Associação dos terceirizados da UFRJ (ATTUFRJ) e Rafael França, ex-trabalhador terceirizado do CPII.

Ao abrir a reunião, Elizabeth Dutra, da diretoria do sindicato, lembrou da importância fundamental da formalização de uma associação de terceirizados no Colégio Pedro II, iniciativa que, segundo o entendimento do Sindscope, fortalecerá as negociações junto à Reitoria e às empresas. Ao final, a reunião definiria posição favorável à criação da associação.

O advogado do sindicato, Bruno Moreno, respondeu às diversas dúvidas dos trabalhadores em relação à formação da associação, aos trâmites gerais de contratos e rescisões, prazos e aos casos individuais.

Foi a vez, então, da presidente da ATTUFRJ, Waldinea Nascimento, relatar a sua experiência na formação da associação. Sob a atenção de uma plateia muito interessada, explicou o que a levou à organização dos trabalhadores em associação, ainda em 2015. Disse também que, assim que organizados, passaram a agir imediatamente na defesa dos trabalhadores, impedindo demissões, exigindo o cumprimento de contratos, cobrando e conseguindo garantias de direitos trabalhistas.

Waldinea contou que, apesar de só terem obtido o registro legal em 2017, não houve impedimento para a atuação da associação durante o período de legalização. Exemplificou, ainda, casos que demonstram como foi necessária a formação da associação para assegurar iniciativas não contempladas pela representação sindical. A presidente da associação dos terceirizados da UFRJ finalizou ratificando o quanto a união é imprescindível nas negociações, quer sejam com as reitorias/direções, quer sejam com os respectivos patrões das empresas contratadas.

Rafael França, funcionário demitido da empresa terceirizada Tecnisan (prestadora de serviços do CPII) por atuar na defesa dos direitos destes trabalhadores quando, em 2015, ficaram sem pagamentos e benefícios, deu o depoimento do que ocorreu com ele à época: sua trajetória, seus atos e tudo que o levou a continuar na luta, apoiando a Associação da UFRJ, e aos demais trabalhadores terceirizados, inclusive no Sindscope.

“Este é um passo importante para nosso Sindscope, cumprindo metas de acordo com nosso próprio estatuto. Dia importantíssimo para o encaminhamento das lutas no CPII, o que mostrou ser acertada a posição de nosso X CONSINDSCOPE, em apoio às companheiras e aos companheiros terceirizados. Um dia de muito aprendizado e ânimo para as futuras lutas”, disse Marcos Ponciano ao final da reunião.

Entenda o caso

Às vésperas do recesso de fim de ano, o Colégio Pedro II rescindiu o contrato com a empresa terceirizada “Conservação Luso Brasileira - Comércio e Conservação”, levando à demissão de trabalhadores que prestavam serviços de limpeza e conservação ao Colégio, muitos destes há mais de dez anos.
Clique aqui para ver a nota de solidariedade aos demitidos divulgada pela direção do Sindscope em 15/12/17:

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