Trabalhadores da Educação e estudantes do Colégio Pedro II, CEFET e Institutos e Universidades federais vêm dizer: todas e todos na luta em defesa da Educação Pública Federal
As instituições de ensino federal têm se desdobrado para continuar a garantir o direito à educação e a produção de conhecimento, oferecendo um ensino de qualidade para nossa juventude e realizando pesquisas fundamentais para o desenvolvimento social de nosso país.
Acreditamos, assim como a maior parte da sociedade, que sem educação não há futuro para o Brasil. No entanto, governantes não tomam isso como prioridade. Nos últimos anos, temos vivido nas escolas, centros, institutos e universidades federais uma forte redução de verbas, ameaçando o serviço oferecido à população brasileira em todos os níveis.
O governo federal, na contramão do que necessitamos, confirmou cortes que aprofundam a drástica redução de financiamento que vem ocorrendo desde 2016, que, segundo algumas estimativas, chega a mais da metade do orçamento. Com isso, as escolas e universidades federais deixariam de receber somente este ano mais de 1 bilhão de reais para manter sua estrutura de funcionamento mínima. Boa parte desse dinheiro foi desviada para despesas eleitoreiras, sem contar aquilo que foi ralo abaixo nos escândalos de corrupção.
Caso este corte se mantenha, as escolas e universidades terão de interromper seu funcionamento ainda este ano! Não teremos verba suficiente para manter a estrutura básica destas instituições e teremos que fechar as portas! Contas de luz e água, pagamento de serviços de limpeza e segurança, assim como alimentação e bolsas de assistência para estudantes mais pobres não poderão ser garantidos, conforme têm anunciado publicamente dirigentes das instituições.
A situação é grave e exige que toda a população se mobilize junto a trabalhadores, trabalhadoras e estudantes das instituições federais de ensino para que este corte seja revertido.
Outra questão grave é a defasagem de nosso salário: apenas nos últimos três anos, sem contar as perdas que se acumulavam desde anos anteriores – devido à inflação – nossos salários perderam cerca de 20% do seu poder de compra. Com os preços de tudo subindo e nosso salário congelado, este último perde boa parte da capacidade de nos sustentar. É por isso que temos reivindicado ao governo federal a recomposição de nosso salário. No entanto, como educação pública nunca foi prioridade para este governo, até o momento eles seguem sem atender nossas demandas.
Grave suspeita de fraude contra ministro de Bolsonaro
Como se isso tudo não bastasse, acompanhamos recentemente pela mídia a investigação e prisão do ex-ministro da educação, Milton Ribeiro, investigado por desviar verba do Ministério da Educação para pastores evangélicos apoiadores de Bolsonaro. Em conversa telefônica com sua filha, o ex-ministro diz que Bolsonaro tinha alertado sobre uma possível busca e apreensão em sua casa, o que nos mostra fortes indícios de interferência do presidente na investigação. Isto é crime e exigimos que Bolsonaro seja investigado!
Não há dinheiro para investir na educação pública federal, mas há dinheiro para pagar propina a pastores bolsonaristas; não há iniciativa do governo em recompor nossos salários, mas na hora de proteger seu ex-ministro corrupto, não mede esforços!
É por isso que nós, trabalhadores da educação e estudantes do COLÉGIO PEDRO II, CEFET, INSTITUTOS E UNIVERSIDADES FEDERAIS estamos na rua chamando a população para lutarmos contra esses ataques do governo federal à Educação!
O projeto deste governo sempre foi destruir a educação pública. NÃO DEIXAREMOS! Desde que os cortes foram anunciados, há forte mobilização do setor da educação para garantir nossa sobrevivência, na forma de debates, atos públicos e pressão junto a governo e parlamentares. Junte-se a nós na defesa por uma educação pública, gratuita, de qualidade e que esteja à serviço dos trabalhadores deste país!
CONTAMOS COM VOCÊS NESSA LUTA!
Carta também disponível AQUI.
