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Assembleia aprova nova paralisação de 24h e plano de lutas para defender que o governo respeite os acordos

Servidoras e servidores do CPII acataram a posição aprovada na Plenária Nacional de não iniciar a greve por tempo indeterminado neste momento. Nova assembleia será convocada para avaliar o novo indicativo de greve votado na plenária.

IMPRENSA SINDSCOPE

Assembleia geral dos servidores e servidoras do Colégio Pedro II acatou em parte os encaminhamentos aprovados na Plenária Nacional da categoria, realizada pelo Sinasefe.

Entre as principais deliberações, aprovou a participação em uma nova paralisação por 24 horas, no dia 1o de abril, quando a categoria nacionalmente cobrará do governo federal o respeito aos acordos firmados na greve de 2026.

Realizada no Teatro Mário Lago, em São Cristóvão, durante a paralisação por 24 desta terça-feira (3), também ratificou a decisão de não iniciar a greve neste momento, definida na Plenária do Sinasefe, ocorrida no fim de semana, em Brasília, por ampla maioria das delegações sindicais que participaram da reunião.

Não houve deliberação quanto a reafirmar o novo indicativo de greve, também aprovado na plenária. Essa questão foi remetida para a próxima assembleia da categoria no Colégio Pedro II, cuja convocação ainda será encaminhada.

A assembleia teve falas a favor e contrárias à deflagração de um movimento paredista neste ano. Houve manifestações críticas ao modo como a direção sindical nacional encaminhou a mobilização e outras expressando preocupação de que uma greve por tempo indeterminado neste momento acabe favorecendo a extrema direita. Mas, de um modo geral, a assembleia foi marcada por muitas e duras críticas ao modo como o governo federal vem tratando os pontos acordados na greve passada. 

Foi ressaltado que o governo Lula desrespeita tanto itens relacionados ao acordo referentes a professores e professoras quanto a técnicos e técnicas. Os mais destacados foram o Reconhecimento de Saberes e Competências dos técnicos (RSC-PCCTAE), a RAD, da atividade e jornada docente, e o fim da obrigatoriedade do registro eletrônico de ponto, também referente a professores e professoras.

Como foi o debate 

Os servidores e servidoras do Colégio Pedro II haviam deliberado, na assembleia passada, levar à Plenária Nacional um posicionamento favorável ao início da greve. A decisão ratificava o que fora aprovado por unanimidade no Congresso do Sinasefe, em dezembro.

Porém na assembleia desta terça (3), a decisão da Plenária Nacional fez com que nenhum servidor ou servidora defendesse o início da greve agora, embora a votação deste ponto tenha ainda recebido alguns votos favoráveis à paralisação por tempo indeterminado e abstenções.

Isso, no entanto, não significa uma avaliação de que a greve não é necessária ou não deva ser construída. Não houve deliberação neste sentido. Ao contrário, a assembleia aprovou um plano de lutas que mantém acesa a campanha pelo cumprimento integral dos acordos pelo governo e aponta a necessidade de construir a mobilização e as condições para a greve na base da categoria. 

Foi observado que a luta pelo respeito aos acordos de greve continua, inclusive em relação ao projeto aprovado na Câmara referente ao RSC-PCCTAE. A ideia é seguir pressionando o governo e parlamentares por mudanças na proposta, que ainda passará pelo Senado Federal, que a aproximem do que foi elaborado pela comissão formada no Ministério da Educação.

Entre as propostas aprovadas na assembleia para continuidade dessa luta, está a realização de plenárias em cada campus do Colégio Pedro II e a organização de dias de mobilização ‘viva’ nos campi, propostas que devem ser mais elaboradas numa plenária dos Núcleos de Base que será convocada pela direção do Sindscope.

No âmbito nacional, a próxima plenária nacional ocorrerá no dia 17 de abril, quando novamente será avaliado o indicativo de greve e definidos os próximos passos dessa luta.

Outros pontos

A assembleia, que também tratou de outros pontos de pauta, começou com a abertura de um espaço para que o Grupo de Trabalho Mulheres do Sindscope falasse. Também escolheu a delegação que participará do 4o Encontro Nacional de Mulheres do Sinasefe.

As servidoras e uma representante do movimento estudantil da rede federal discorreram sobre a violência sexual e o recente caso de estupro contra uma estudante que envolve outros dois discentes do CPII. 

Também abordaram a resolução aprovada no Conselho Superior (Consup) para enfrentar e combater práticas de assédio e que não foi respeitada pela Reitoria. A assembleia reafirmou sua posição crítica à administração central e de total apoio à luta pelo cumprimento do que foi deliberado pelo Consup. 

O GT Mulheres convidou a comunidade escolar a participar da mobilização na sessão do Consup que começa às 13 horas desta quarta-feira (4). A reunião, de pauta única, vai tratar justamente do não cumprimento pela Reitoria do que foi deliberado pela instância máxima do Colégio Pedro II.

IMPRENSA SINDSCOPE

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