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Reuniões canceladas pela Reitoria geram preocupação sobre resultados do GT de Dedicação Exclusiva no CPII

Prioridade na lei, o Grupo de Trabalho institucional do CPII só teve uma reunião desde que foi criado, no final de maio.

IMPRENSA SINDSCOPE 

Foram quatro reuniões seguidas canceladas pela Reitoria. As primeiras, sob o argumento de alta demanda de serviços. A última, justificada pelas férias docentes de meio de ano — ironicamente, férias sob condições financeiras muito distintas para quem tem ou não tem Dedicação Exclusiva.

A criação do Grupo de Trabalho institucional para tratar da Dedicação Exclusiva foi acordada em 2024, ainda sob a forte greve nacional da categoria. Porém, não saiu do papel e da promessa. “Na paralisação do dia 1o de abril, a Reitoria novamente disse que ele iria ser efetivado, mas se passou um mês e ele só foi ser portariado no final de maio”, relata David Coelho, que integra a Coordenação-Geral do Sindscope e participa do GT.

De lá para cá, quase dois meses se passaram e apenas uma reunião foi realizada, em junho. As demais foram sucessivamente remarcadas pela pró-reitora de Gestão (Progesp), Veneza Crizante, nomeada pela portaria presidenta do colegiado instituido no final de maio. 

O problema é que, até agora, marcar e posteriormente desmarcar as reuniões tornou-se rotina. E isso vem gerando insatisfação e preocupação: segundo a portaria, o funcionamento do Grupo de Trabalho de Dedicação Exclusiva do CPII se encerra em setembro.

Neste aspecto, o dia 14 de julho de 2026 foi emblemático. A reunião, online, estava marcada para começar às 14 horas. Às 14h11min, uma mensagem em nome da pró-reitora Veneza Crizante, sob a alegação de sobrecarga de serviços, desmarcou a reunião, que inclusive já estava iniciando.

Diante disso, o servidor David Coelho e a servidora Marcela Rodrigues elaboraram um relato sobre a reunião, que foi enviado à Progesp e ao conjunto das pessoas que integram o Grupo de Trabalho.

Entre as principais constatações e considerações, a mensagem observa que o colegiado, até aqui de uma única reunião, não possui definição de presidência. Lamenta a falta de critérios de funcionamento, problema de difícil solução face às reuniões desmarcadas.

“O cancelamento da reunião de forma intempestiva e sem conversa prévia com o restante do GT impacta negativamente na organização pedagógica de inúmeros membros, que precisam pedir liberação de suas atividades de ensino, pesquisa e extensão, gerando impacto que não pode ser revertido diante do horário da comunicação do cancelamento”, observa o texto.

O documento lembra as principais demandas apresentadas na primeira reunião do GT e até agora não resolvidas: 

a) uso do saldo dos aposentados; 
b) reunião com a SETEC/MEC.

Também cobra informações sobre a devolutiva da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (Setec/MEC) ao ofício elaborado pelo Grupo de Trabalho e enviado ao governo federal. “É necessário que a reunião seja efetuada o mais breve possível e que o GT efetivamente funcione, pois trata de demanda já apresentada e trabalhada junto à Reitoria há pelo menos dois anos”, finaliza o texto.

IMPRENSA SINDSCOPE

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