Em vídeo, dirigentes observam que ataque ao metalúrgico atinge a todos que defendem o povo palestino e condenam os ‘crimes de guerra’ do governo sionista de Israel.
IMPRENSA SINDSCOPE
O Sindscope reafirma o seu apoio e solidariedade ao metalúrgico José Maria de Almeida, o Zé Maria, condenado pela Justiça a dois anos de prisão, em regime aberto, após defender, em uma manifestação em São Paulo, o povo palestino e condenar os ataques genocidas do “governo sionista israelense” à Faixa de Gaza.
“Ele foi condenado pela sua defesa do povo palestino. Nosso total e completo repúdio a essa condenação, que não atinge apenas ao Zé Maria, atinge a todos aqueles e aquelas que lutam em defesa do povo palestino e contra o sionismo”, diz o servidor David Coelho, que integra a Coordenação-Geral do Sindscope, neste vídeo de apoio gravado ao lado da servidora Núbia Xavier, também dirigente do Sindicato.
Assembleia geral do Sindscope, em abril, aprovou consensualmente apoio à luta pela absolvição de Zé Maria, como é conhecido o metalúrgico, que preside o PSTU. Recurso à decisão tem julgamento marcado para o dia 24 de setembro de 2026, no Tribunal Regional Federal da 3a Região, em São Paulo.
Na data, haverá uma manifestação em frente ao tribunal, que fica na Avenida Paulista, a principal da região central da cidade. A decisão judicial contra Zé Maria, de primeira instância, prevê o cumprimento da pena de dois anos em regime aberto.
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O discurso que foi judcializado ocorreu durante ato, em 2023, que denunciava o genocídio do povo palestino. A ação foi ajuizada pela Confederação Israelita do Brasil (Conib) e pela Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp).
Mantidas pelo Estado de Israel, as entidades promovem campanhas de perseguição judicial contra jornalistas e figuras públicas que se posicionam contra o genocídio imposto por Israel em Gaza.
Na assembleia que aprovou o apoio, foi destacado que o governo israelense de Benjamin Netanyahu adota uma política expansionista e vem atacando e agredindo, sob o aval dos Estados Unidos, outros povos do Oriente Médio, como o iraniano e libanês.
O governo de Netanyahu já foi condenado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), que em 2024 emitiu mandados de prisão contra ele e o seu ministro de Defesa, Yoav Gallant. “Nosso sindicato se solidariza com Zé Maria, nossa total solidariedade com essa causa”, diz Núbia Xavier, ao defender a “Palestina Livre”.
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