O Grupo de Trabalho de Apoio aos Terceirizados e Terceirizadas recebeu, no dia 11 de março de 2021, a denúncia de que todos os trabalhadores da manutenção do Colégio Pedro II (CPII) receberam o aviso prévio de sua demissão.
Segundo a denúncia dos demitidos, a empresa terceirizada, a Engepark Obras e Serviços, alega que a Reitoria não está pagando pelos serviços, os repasses devidos estariam com atrasos de três meses.
Durante todo o período pandêmico, os trabalhadores e trabalhadoras terceirizadas do CPII estão sofrendo com as demissões em massa. Praticamente todos os setores terceirizados passaram por demissões: limpeza, refeitório, sala de recursos e apoio escolar, manutenção.
Estamos num dos piores momentos da pandemia, em 48 horas foram mais de 4 mil mortos. O sistema de saúde está sobrecarregado. O desemprego está em alta: no Estado do Rio de Janeiro, 17,4% da força de trabalho está sem emprego. Os preços dos alimentos só aumentam.
É importante destacar que os trabalhadores da manutenção, da limpeza e da portaria são essenciais para a conservação do Colégio nesse período de isolamento social. Esses trabalhadores e trabalhadoras colocam a saúde em risco para trabalhar. Da mesma forma, as merendeiras são fundamentais para garantir uma política de segurança alimentar nesse contexto de pandemia. As cuidadoras, cuidadores e demais profissionais de apoio pedagógico são essenciais para as atividades remotas.
Por isso, todos os terceirizados e terceirizadas precisam ser valorizados, receber todas as garantias trabalhistas e de segurança sanitária possível. Mas ao contrário, são submetidos a condições adversas e vivem sob a ameaça do desemprego.
Exigimos pronunciamento oficial da empresa Engepark.
Exigimos explicação da Reitoria do Colégio Pedro II.
Exigimos a readmissão imediata de todos os demitidos e demitidas.
Somos todos educadores e educadoras!
12 de março de 2021
Grupo de Trabalho do Sindscope de Apoio aos Terceirizados
(Sindicato dos Servidores do Colégio Pedro II)
