#LiraPEC32NÃO: Tuitaço é chamado para noite desta segunda (7), véspera da reunião que o presidente da Câmara quer fazer com lideranças partidárias para tratar da tramitação da ‘reforma’ Administrativa
IMPRENSA SINDSCOPE
Sindicatos e organizações civis contrárias à ‘reforma’ Administrativa estão convocando para esta semana mobilizações nas redes sociais e também em Brasília para pressionar os parlamentares. Na noite desta segunda-feira, 7 de junho de 2021, a partir das 19 horas, haverá mais um tuitaço contrário à proposta do governo de Jair Bolsonaro para os serviços públicos.
A hashtag que puxará a iniciativa será #LiraPEC32NÃO. É um recado para o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), na véspera da reunião convocada por ele, com lideranças partidárias, para discutir a tramitação da Proposta de Emenda Constitucional 32/2021.
Na semana anterior, Lira já havia criado a comissão especial que analisará o mérito da proposta. “Realizaremos amanhã [terça] uma reunião ampla com todos os líderes da Câmara dos Deputados com o objetivo de discutir mérito, ritos e procedimentos de tramitação da reforma administrativa no âmbito da Comissão Especial.”, postou o parlamentar em sua conta no Twitter. “A reforma administrativa, que não irá atingir direitos dos atuais servidores, será conduzida com cuidado e responsabilidade”, completou.
Lira foi eleito para a Presidência da Câmara com apoio declarado do presidente Jair Bolsonaro, sendo inclusive alvo de denúncias de compra de votos por meio de emendas parlamentares. É hoje provavelmente a liderança partidária mais empenhada em acelerar a tramitação da PEC-32.
A ressalva em relação aos atuais servidores tem o objetivo de buscar quebrar resistências de deputados aliados ao governo em votar a favor da matéria. No entanto, é falso afirmar que a PEC-32 não atingirá os atuais servidores. Além de ser uma mudança de impacto nos serviços públicos, a proposta interfere na regulamentação da avaliação de desempenho para fins de demissões, atingindo frontalmente a estabilidade no emprego.
A campanha contrária à proposta defende a suspensão da tramitação, apontada como um ataque gravíssimo aos serviços públicos desferido em meio a uma pandemia que já matou mais de 470 mil pessoas no Brasil. Crise sanitária que inviabiliza a presença de representantes dos movimentos sindicais e sociais no Congresso Nacional, para tentar incidir sobre a proposta.
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