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‘Quem vai pagar é o consumidor’, diz dirigente sindical sobre privatizar Eletrobrás no ato ‘Fora Bolsonaro’

Trabalhador da Eletrobrás denuncia possíveis impactos da privatização que o governo tenta aprovar na Câmara; momento da entrevista durante o ato #19J está disponível no canal do Sindscope no Youtube

IMPRENSA SINDSCOPE

“Quem vai pagar a conta serão os consumidores, a população”, alertou o dirigente sindical Emanuel Mendes sobre a possível privatização do sistema Eletrobrás, durante a cobertura ao vivo dos protestos contra o governo de Jair Bolsonaro, realizada pelo Sindscope em parceria com a Aduff e o Sintuff.

Para assistir à conversa com Emanuel durante o ato no Rio, basta clicar aqui: “https://www.youtube.com/embed/hZMr8eyjtXc

A Câmara dos Deputados faz sessão na noite desta segunda-feira (21) para analisar as 28 emendas ao texto da medida provisória aprovadas no Senado Federal. A MP 1031/2021 perde a validade caso não seja votada até esta terça-feira, dia 22 de junho de 2021.

Assim como a defesa dos serviços públicos e pela rejeição da ‘reforma’ Administrativa (PEC-32), a luta contra a privatização do sistema Eletrobrás foi também levada aos atos ocorridos no sábado (19). As manifestações aconteceram em mais de 430 cidades do Brasil e do mundo, sob a bandeira “Fora Bolsonaro e Mourão”, em defesa da vida e da vacinação massiva e urgente, no dia em que o país ultrapassou as 500 mil mortes em decorrência da covid-19.

Falando da av. Presidente Vargas, no Centro do Rio, Emanuel relatou um pouco a luta contra a privatização do sistema de energia e a vitória apertada do governo federal no Senado, que na sexta-feira (18) conseguiu aprovar por 42 votos a 37 a medida provisória que abre o capital da estatal e pode tornar o governo minoritário no sistema.

“O governo jogou muito pesado. Colocou um monte de jabutis para poder atender estados, senadores, com a questão das termelétricas à gás. Aliás, estados que nem têm gás vão agora ter termelétricas e quem vai pagar a conta final vai ser o consumidor”, disse, referindo-se a um dos problemas sociais e ecológicos da medida que o governo tenta aprovar.

Segundo ele, as projeções dos impactos nas contas de luz já eram muito altos e vão ser ainda maiores caso a MP seja aprovada na Câmara dos Deputados, com as emendas que inseriram as termelétricas no projeto.

Emanuel avaliou que até hoje “nenhuma privatização” beneficiou a população trabalhadora brasileira. Há alguns anos, quando deputado federal, o próprio Bolsonaro afirmava que as privatizações significavam a entrega das riquezas do país a empresários apenas interessados em lucro fácil. 

Posteriormente, à reportagem, o sindicalista disse que agora Bolsonaro tenta, com essa MP, pôr em curso a maior privatização da história do país. “Sem sombra de dúvidas, pois [a Eletrobras] é a principal empresa de geração e transmissão de energia do país, que passaria ao controle privado com a aprovação da medida. Ela tem capacidade instalada de 51.143 MW, o que representa 30% do total da geração elétrica do Brasil. Ao todo, a companhia detém 48 usinas hidrelétricas, 12 termelétricas a gás natural, óleo e carvão, duas termonucleares, 62 usinas eólicas e uma usina solar”, explicou.

O dirigente sindical também mencionou o que ocorreu no Senado, onde por pouco o governo não é derrotado. “Eu estava em Brasília nestes últimos dias e a gente vinha fazendo uma articulação muito forte no Senado, chegamos a contabilizar 42 votos favoráveis para barrar o processo de privatização da Eletrobrás. Lamentavelmente, a gente está disputando com a caneta do governo e o governo fez muitas concessões  para ter as traições que houveram lá. Principalmente, lamentavelmente, dois senadores aqui do Estado do Rio de Janeiro se venderam, um é o Romário e o outro é o senador Portinho, os dois do PL”, disse.

#19J: atos por todo país

A cobertura dos atos resultou em 3h40min de transmissão ao vivo no sábado (19), com imagens principalmente do ato no Rio, na av. Presidente Vargas. Também houve participações de algumas outras localidades, como Angra dos Reis, Rio das Ostras, Belém (PA) e Lisboa, em Portugal. A íntegra do vídeo fica acessível no canal do Youtube do Sindscope e na página no Facebook – assim como nas contas das entidades parceiras, Aduff e Sindscope. 

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