Atos em 509 cidades do Brasil e em outros 16 países também defenderam os serviços públicos e as liberdades democráticas; O Sindscope fez cobertura ao vivo dos protestos no Rio, em parceria com a Aduff e o Sintuff
IMPRENSA SINDSCOPE
A poucas horas do país atingir 550 mil vidas perdidas para a pandemia da covid-19, foram registrados 509 atos no Brasil e em outros 16 países que exigiram o fim do atual governo, acusado atuar como aliado do vírus e de ser o principal responsável pelo que os movimentos que foram às ruas definem como um “genocídio”. O Sindscope e o Sinasefe participaram da convocação e da organização deste dia de protestos.
Os dados gerais do dia de protestos são do movimento que organiza e articula nacionalmente a campanha “Fora Bolsonaro”. Mostram que o quarto grande dia de atos contra o governo, em menos de dois meses, foi o com mais manifestações até aqui, superando o recorde de 3 de julho, quando foram registrados 387 protestos.
As entidades organizadoras calculam em cerca de 600 mil o número de pessoas que foram às ruas, o que não supera outros dias de protestos, porém a quantidade de regiões e setores da sociedade envolvidos demonstra que o movimento vai ganhando mais capilaridade.
Os atos exigiram que o programa de vacinação seja acelerado e que se aumente o valor do auxílio emergencial. Também defenderam a saúde e a educação pública, a rejeição da ‘reforma’ Administrativa (PEC-32), as liberdades democráticas e os direitos ameaçados pelas políticas e projetos do governo federal.
Servidores, estudantes e representantes de pais, mães e responsáveis do Colégio Pedro II participaram dos atos, no sábado, 24 de julho de 2021, no Centro do Rio, na av. Presidente Vargas, e em outras cidades fluminenses. Houve manifestações em mais 28 cidades do Estado do Rio.
Corrupção
A quarta jornada de grandes manifestações ocorre num momento em que o presidente Bolsonaro vê a sua popularidade cair e no qual se agravam as denúncias de esquemas de corrupção em seu governo. “Não era só negacionismo, era também negócio” foi uma mensagem estampada em cartazes na maioria dos atos.
A corrupção foi associada diretamente ao “genocídio”, quando ganha contornos cada vez mais factuais a constatação de que o atraso na compra de vacinas também estaria vinculado à busca de melhores condições para que os negócios se dessem de forma fraudulenta.
Impeachment e PEC-32
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), foi outro alvo dos protestos. Em Maceió (AL), os manifestantes realizaram um ‘escracho’ em frente a uma das residências do parlamentar e atual aliado de Jair Bolsonaro.
Lira é um dos principais defensores no Congresso Nacional da ‘reforma’ Administrativa (PEC-32), que ataca direitos dos servidores. Também é o responsável por engavetar todos os mais de cem pedidos de abertura de processo de impeachment contra Bolsonaro.
Cobertura ao vivo
O Sindscope, a Aduff (docentes da UFF) e o Sintuff (sindicato dos servidores técnicos-administrativos da UFF) se uniram para fazer, juntos, a cobertura dos atos do #24J, centrada no protesto na av. Presidente Vargas. A cobertura foi transmitida ao vivo pelas páginas destas entidades no Facebook e no Youtube e fica gravada e disponível para quem desejar assistir.
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