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Assembleia aprova greve de 24h dia 18 contra reforma que pode destruir serviço público e o CPII

Mobilização terá também atos públicos e assembleia, num momento considerado decisivo na luta para deter a PEC-32, ‘reforma’ de Bolsonaro apontada como mais grave ataque aos serviços públicos já proposto no país

IMPRENSA SINDSCOPE

A assembleia geral dos servidores e servidoras do Colégio Pedro II aprovou a participação na greve e mobilizações nacionais do setor público marcadas para o dia 18 de agosto de 2021 (quarta-feira). A paralisação de 24 horas é em defesa dos serviços públicos e pela rejeição da ‘reforma’ Administrativa (PEC-32), apontada como uma grave ameaça ao conjunto dos serviços públicos e que pode levar à destruição da rede federal de ensino.

A assembleia convocada pelo Sindicato dos Servidores do Colégio Pedro II ocorreu por videoconferência, ao final da tarde e início da noite da quinta-feira (12). A paralisação de 24 horas terá atos públicos presenciais e atividades virtuais ao longo do dia – o uso de máscaras nas atividades de rua é obrigatório, de preferência do modelo PFF2, além de distanciamento e álcool gel. O dia de protestos está sendo construído nacionalmente nas esferas federal, estadual e municipal.

A assembleia aprovou a participação no ato público conjunto contra a reforma, que ocorrerá no Rio de Janeiro, no Centro da cidade. A concentração, na Candelária, está marcada para as 16 horas.

Também está previsto ato público presencial em Niterói, pela manhã, a partir das 9 horas, em frente ao Colégio Estadual Liceu Nilo Peçanha – organizado em conjunto por entidades sindicais e organizações estudantis com atuação em Niterói, Itaboraí e São Gonçalo, entre elas o Sindscope. Contra a ‘reforma’ Administrativa, o ato terá ainda como mote a defesa da educação pública, do fim dos cortes orçamentários e a rejeição ao projeto do governo de novo ensino médio.

A categoria decidiu também convocar nova assembleia do sindicato, por videoconferência, para a manhã do dia 18. A assembleia está marcada para as 9h30 e terá como pontos de pauta o Novo Ensino Médio/BNCC, cuja implementação também tem vínculos com a ‘reforma’ Administrativa, e o calendário escolar no CPII.

Reforma também é ataque à população

Como parte da construção da mobilização, as entidades sindicais do funcionalismo, reunidas num fórum estadual em defesa dos serviços públicos, reforçaram a importância de que a população em geral seja convocada para o ato – que também levará às ruas a bandeira “Fora Bolsonaro e Mourão” e denunciará o “genocídio” em curso sob a pandemia da covid-19. A busca da participação e envolvimento da população também foi ressaltada na assembleia no Colégio Pedro II. Estudantes, mães, pais e responsáveis, assim como os trabalhadores terceirizados, estão sendo convidados a participar dos protestos.

Um mês que pode ser decisivo

As mobilizações de 18 de agosto são consideradas muito importantes pelas campanhas contrárias à PEC-32. É a primeira data construída nacionalmente, nas três esferas de governo, para pressionar deputados e deputadas num mês que pode ser decisivo para esta luta.

O governo já disse querer votar até o final de agosto a proposta de emenda constitucional na comissão especial que a analisa e no Plenário da Câmara. Caso isso ocorra e a proposta seja aprovada, vai para o Senado Federal.

Na assembleia, servidoras e servidores do CPII destacaram a necessidade de a categoria se mobilizar como de buscar apoio da população, dando visibilidade para a dimensão dos impactos que a reforma de Bolsonaro pode ter sobre a educação, a saúde e o conjunto dos serviços públicos.

IMPRENSA SINDSCOPE

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