É preciso reagir já ou pode ser tarde demais para a educação e demais serviços públicos no Brasil. Diante da gravidade do momento para a educação pública, a saúde pública, os serviços públicos em geral e os direitos da classe trabalhadora, servidoras e servidores do Colégio Pedro II decidiram paralisar as suas atividades laborais por 24 horas na próxima terça-feira, dia 14 de junho de 2022.
A categoria deliberou, ainda, por realizar neste dia de paralisação no CPII nova assembleia, a partir das 13h30, no campus Centro do Colégio Pedro II, com a seguinte pauta: 1) Informes; 2) Campanha Salarial / Indicativo de adesão à greve do SINASEFE; 3) Composição da Frente Democrática PNLD/2023; 4) Pauta Interna. Também foi aprovada a participação no ato conjunto que está sendo convocado para a tarde do dia 14, na Candelária. Após a assembleia, os trabalhadores seguirão para se incorporarem ao protesto.
A paralisação é parte de uma mobilização nacional marcada para este dia, com atos e atividades nos estados e uma manifestação central na capital federal, o Ocupa Brasília. Integra também a construção da campanha salarial do funcionalismo e da greve nacional iniciada pelo Sinasefe no dia 16 de maio, que buscam derrubar o longo período de congelamento salarial. O Sindscope fará parte da caravana a Brasília. Um ônibus contratado pelo Sindscope e pelo Sintuff (Sindicato dos Servidores Técnicos-Administrativos da UFF) sairá na tarde desta segunda-feira (13 de junho) rumo ao DF. Servidoras e servidores interessados devem entrar em contato até as 18h de sexta-feira (10) com a secretaria do Sindscope, pelo email sindscope@yahoo.com.br, informando nome completo, RG e telefone de contato.
Os protestos defendem a reversão dos cortes orçamentários na educação pública, o fim das ameaças de cobrança de mensalidades em instituições federais de ensino superior (PEC 206/19) e combatem o projeto de ensino doméstico. Também reivindicam o reajuste salarial emergencial para servidoras e servidores (19,99%).
Integra a pauta das manifestações previstas para 14 de junho o combate às privatizações dos bens públicos e estatais, o arquivamento da ‘reforma’ Administrativa (PEC-32) e a revogação da Emenda Constitucional 95, o chamado Teto dos Gastos, que reduz e asfixia os serviços públicos prestados à população.
A assembleia avaliou que é preciso dizer ‘não’ às ameaças que pairam sobre a educação pública, de destruição dos direitos trabalhistas e de redução drástica do poder de compra dos salários, corroídos pela inflação em alta. Por isso a decisão de parar por 24 horas e apostar na construção da mobilização. É preciso reagir e já, afirmaram servidoras e servidores com a decisão.
*A assembleia também debateu outros pontos, que serão reportados pela comunicação do Sindscope em breve.
IMPRENSA SINDSCOPE
