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Assembleia do Sindscope repudia práticas antissindicais às vésperas da paralisação de 24 de março

Assembleia do Sindscope repudia práticas antissindicais às vésperas da paralisação de 24 de março

Nota do Sindscope, definida na assembleia da categoria, sobre o que ocorreu às vésperas da paralisação em defesa dos serviços públicos, da vacina para todos e todas e contra a ‘reforma’ que destrói o setor público

Os servidores do Colégio Pedro II, paralisados e reunidos em assembleia no dia 24 de março de 2021, vêm a público denunciar e repudiar de forma veemente as práticas antissindicais ocorridas no Colégio nos dias que antecederam a paralisação.

Entendemos que, no atual contexto, em que enfrentamos um governo de extrema-direita e uma reitoria cada vez mais autoritária, o Sindscope, através dos seus mais diversos fóruns, reveste-se de especial importância como instrumento de organização, resistência e luta dos trabalhadores e das trabalhadoras pela garantia de serviços públicos de qualidade para a população, pelos seus direitos e pela democracia.

Por isso, é de extrema importância que as decisões tomadas nas assembleias da categoria sejam reconhecidas como legítimas pela instituição, em especial por seus gestores, que, dispondo de canais de comunicação amplos, devem se encarregar de transmitir à comunidade escolar as decisões tomadas pelo conjunto dos profissionais da instituição reunidos coletivamente em assembleia. Nos últimos anos, esta vinha sendo a prática recorrente da maior parte dos gestores do Colégio. Atribuímos isso à mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras de nossa instituição, que, ao longo de mais de 30 anos de luta, conquistaram o reconhecimento à legitimidade das deliberações coletivas dos fóruns sindicais.

Na semana da assembleia, no entanto, contrariando a prática anterior e aproveitando-se de forma oportunista do atual contexto pandêmico, que dificulta as ações políticas presenciais, as direções de alguns campi (na assembleia foram denunciadas as direções de Humaitá I e São Cristóvão III) enviaram e-mails aos servidores apontando que aqueles que decidissem aderir à paralisação deveriam comunicar aos gestores e, em alguns casos, pasmem, até mesmo aos discentes e às suas famílias. Tais dirigentes resolveram retomar as práticas do “velho novo CPII”, seguindo cegamente a recente escalada autoritária do reitor?

Ora, a decisão sobre a paralisação é coletiva e foi informada a todos os gestores da instituição através de ofício enviado pelo SINDSCOPE, não cabendo, portanto, nenhum informe individual a esse respeito. O que as referidas direções fizeram, portanto, tem um único nome: assédio moral. Através de e-mail institucional, enviado por superiores hierárquicos – os próprios membros da direção –, o que esses gestores fizeram, ao cobrarem informes individuais sobre a adesão ou não à paralisação, foi tentar intimidar servidores e servidoras e constrangê-los diante de colegas, estudantes e familiares de estudantes, com a única finalidade de esvaziar a paralisação realizada naquele dia 24 de março.

A assembleia do SINDSCOPE repudia esse tipo de prática antissindical e reforça o seu compromisso com a luta, deixando registrado que os servidores do Colégio Pedro II não se deixarão intimidar por direções assediadoras: o sindicato continuará a ser a trincheira a partir da qual serão enfrentadas essas e quaisquer outras posturas que se contraponham ao exercício do direito democrático de paralisação ou de greve, uma conquista histórica dos trabalhadores, arrancada ao custo de sangue, suor e lágrimas.

Sindscope – Sindicato dos Servidores do Colégio Pedro II

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