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Assembleia no CPII aprova aderir à paralisação nacional dos servidores no dia 24 de março

Servidoras e servidores do Colégio Pedro II aprovaram em assembleia participar do dia de mobilizações e paralisações nacional do funcionalismo. Luta é em defesa dos serviços públicos, dos direitos do funcionalismo e da vida, ameaçados pelas políticas genocidas do governo Bolsonaro e pela ‘reforma’ Administrativa que está na Câmara

IMPRENSA SINDSCOPE

“Não podemos deixar a ‘reforma’ Administrativa passar de jeito nenhum, será um desastre”, disse uma servidora durante a assembleia da categoria, referindo-se que representaria para os serviços públicos, os servidores e a população a PEC 32/2020, a proposta de emenda constitucional para administração pública que o presidente Jair Bolsonaro tenta aprovar no Congresso Nacional.

Foi com base na constatação de que é preciso reagir e de que é inaceitável aceitar um projeto que destrói justamente os setores que atendem à população e salvam vidas na pandemia, que servidoras e servidores do Colégio Pedro II decidiram aderir à paralisação nacional do funcionalismo público, marcada para o dia 24 de março de 2021, próxima quarta-feira.

A paralisação de um dia foi aprovada na assembleia convocada pelo Sindscope, realizada no início da noite da quinta-feira (18), por videoconferência. Também ficou definido que, no mesmo dia, à tarde, acontecerá nova assembleia por videoconferência da categoria – tendo como principal objetivo debater as condições de trabalho remoto e a defesa da democracia interna no Colégio Pedro II.

O dia nacional de mobilizações, paralisações e greve foi construído pelas entidades sindicais nacionais do funcionalismo, reunidas no fórum nacional do setor (Fonasefe). O objetivo da mobilização nacional que estará em debate é defender os serviços públicos, ameaçados pela PEC 32, que se encontra na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. A luta pela vacinação já contra a covid-19 e por medidas efetivas de isolamento social (lockdown) também integram a pauta de reivindicações.

O movimento ressalta ser inaceitável que o governo Bolsonaro e a maioria do Congresso Nacional trate como prioridade uma proposta que ataca os serviços públicos que atendem à população, enquanto assistem a pandemia da covid-19 avançar e já matar mais de duas mil pessoas por dia no Brasil.

A decisão da assembleia de participar da paralisação abrange atividades síncronas, assíncronas, assim como as desenvolvidas remotamente. O Sinasefe, seguindo a resolução de sua mais recente plenária nacional, está convocando todas as seções sindicais a organizarem a paralisação e as mobilizações deste dia.

Busca-se construir um dia de luta que dê visibilidade para estas pautas e fortaleça a campanha conjunta do funcionalismo contra uma proposta que na prática acaba com a estabilidade dos servidores, aponta para a desestruturação e congelamento das carreiras e pode levar ao desmonte dos serviços públicos – considerada o mais violento ataque contra o setor desde a Constituição de 1988. E é por essas razões que todas e todos estão sendo convocados a abraçar esta luta.

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