Assembleia convocada pelo Sindscope, realizada na noite desta quarta-feira (6), definiu como prioridade a luta contra a reforma administrativa que o presidente Jair Bolsonaro tenta aprovar no Congresso Nacional. O conteúdo da Proposta de Emenda Constitucional 32/2020 foi comparado a uma ‘granada’ que, se explodir, poderá destruir os serviços públicos, pelo menos em termos de qualidade e de como existem hoje no Brasil, em suas mais diversas áreas.
As servidoras e servidores presentes à assembleia, transcorrida em ambiente virtual, por videoconferência, ressaltaram que é uma ilusão qualquer servidor acreditar que não será atingido pelas mudanças que o governo tenta aprovar. Também assinalaram que a população será quem mais sofrerá os reflexos negativos das medidas caso a reforma passe e que precisa ser convencida a apoiar a luta em defesa dos serviços públicos. Destacou-se ainda a importância de tecer uma aliança com mães, pais e responsáveis e com o corpo discente do Colégio Pedro II. A assembleia aprovou participação nas duas próximas datas de mobilização que estão sendo construídas: 15 de outubro, dia do professor, e 28 de outubro, dia do servidor público.
A assembleia também votou por consenso que o sindicato intensifique a defesa da implementação da resolução aprovada pelo Conselho Superior do CPII (Consup) que regulamenta a concessão de jornada reduzida para técnicos-administrativos. Apesar de ter passado pela instância máxima da instituição, a resolução encontra resistência por parte da Reitoria, que justificou o não encaminhamento da decisão até o momento com base em uma consulta à Procuradoria Federal junto ao Colégio Pedro II. Os servidores aprovaram uma série de encaminhamentos que buscam pôr em movimento uma campanha a favor da entrada em vigor da decisão dos conselheiros e conselheiras do Consup.
Também de forma consensual, a assembleia voltou a aprovar apoio às trabalhadoras e trabalhadores terceirizados do colégio. Desta vez, a mobilização é em apoio a merendeiras, guardiães de piscina e cuidadores – que estão sendo demitidos por conta de uma determinação da Reitoria para que os respectivos contratos com as empresas sejam suspensos, em meio à pandemia. As iniciativas definidas envolvem apoio político, jurídico e material – e buscam formas de contribuir com a sobrevivências desses trabalhadores e de reivindicar que as demissões sejam revertidas.
Os últimos pontos de pauta da assembleia, que tratariam do processo eleitoral e da proposta de prorrogação do mandato da diretoria do sindicato, acabaram não sendo abertos: houve acordo em remetê-los para uma próxima assembleia, que será marcada pela diretoria do Sindscope em acordo com a Comissão Eleitoral. A decisão decorreu, principalmente, da hora avançada da noite – por volta de 20h30min – e da avaliação de que seria melhor que essa discussão se desse de forma mais tranquila e com mais tempo.
IMPRENSA SINDSCOPE
(este é um texto inicial sobre a assembleia, em breve o Sindscope divulgará mais sobre estas e outras resoluções e debates da atividade)