Manifestações que vão exigir “Fora Bolsonaro e Mourão” já estão convocadas em pelo menos 100 cidades do país; no Rio, concentração para o ato será no Zumbi dos Palmares, na av. Pres. Vargas, às 10h
IMPRENSA SINDSCOPE
A participação nas manifestações programadas para este sábado, dia 29 de maio de 2021, foi debatida na assembleia virtual das servidoras e servidores do Colégio Pedro II. Consensualmente, a categoria avaliou a importância de fortalecer estes atos presenciais de rua, apesar da pandemia e das necessárias medidas de segurança sanitária para evitar a contaminação pelo novo coronavírus.
O Sindscope defende rigor nas medidas de distanciamento e participa das campanhas pela vacinação em massa e urgente. Não surpreende, portanto, que a preocupação com a segurança sanitária tenha sido muito ressaltada na assembleia, realizada na noite de quarta-feira (26).
Por outro lado, avaliou-se que a própria crise sanitária, associada às crises econômicas e sociais, empurram a classe trabalhadora a reagir e assumir certos riscos indo às ruas para protestar contra as políticas adotadas pelo governo de Jair Bolsonaro.
‘Preservar vidas e direitos’
As bandeiras dos atos já convocados em pelo menos 100 cidades do país para sábado (29) são também relacionadas à defesa da vida e de condições dignas para se viver, como ‘vacina já’ e auxílio emergencial digno no valor mínimo de R$ 600, para que pessoas socialmente vulneráveis possam enfrentar o período da pandemia, expondo menos a si e a terceiros.
Também se defenderá políticas que gerem empregos e respeitem os direitos trabalhistas; o fim dos cortes e bloqueios orçamentários que hoje ameaçam o funcionamento das instituições federais de ensino, como o Colégio Pedro II; e a saúde e o conjunto dos serviços públicos, com a rejeição às privatizações e à ‘reforma’ Administrativa (PEC-32/2020).
Tudo isso associado à luta que a cada dia ganha mais adeptos no país: pelo fim do governo instalado em Brasília. A palavra de ordem “Fora Bolsonaro e Mourão” assume, assim, um significado para além da interrupção de uma gestão que, segundo pesquisa recente do Datafolha, é hoje aprovada por pouco mais de duas a cada dez pessoas no Brasil: é uma medida indispensável para salvar vidas, num país em que a covid-19 já levou a mais de 450 mil mortes, segundo dados oficiais das secretarias de Saúde. E onde o vírus tem o governo central da nação como aliado, segundo avaliam os organizadores e também a assembleia no CPII.
Medidas de segurança
Bem diferente das atividades realizadas recentemente pela extrema direita bolsonarista, a participação nos atos deste sábado exige o uso de máscaras, de preferência a Pff2; álcool gel e distanciamento entre os participantes. A orientação é para quem tiver comorbidades ou estiver com sintomas que possam ser associados à covid-19 não ir: ficar em casa e apoiar os protestos divulgando mensagens nas redes sociais.
O Sindscope comprou 50 máscaras Pff2 e as ofertará a servidores e servidoras do CPII que venham a participar da manifestação e estejam sem este equipamento de proteção. Eventual excedente será entregue aos organizadores do ato, para que sejam oferecidas a quem necessitar. A compreensão é de que é preciso ir às ruas para defender a vida, mas com todos os cuidados para evitar contaminações.
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Por Hélcio Lourenço Filho
27 de maio de 2021, quinta
