Servidoras e servidores do Colégio Pedro II voltaram a se posicionar contra o sistemático desrespeito do reitor Oscar Halac às deliberações do Consup; posições tomadas pela Reitoria podem deixar o CPII sem Conselho Superior a partir de junho
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A representação da comunidade escolar nos conselhos do Colégio Pedro II é uma conquista coletiva, democrática e que em muito contribui para a luta em defesa da escola pública, gratuita, laica, de qualidade e inclusiva – é o que avalia o Sindscope, com base nas inúmeras vezes nas quais servidoras e servidores do CPII assim se posicionaram em assembleias ou congressos da categoria.
Pois o Colégio Pedro II corre o risco de ficar sem o seu Conselho Superior em plena pandemia, momento no qual é ainda mais necessária a atuação coletiva e democrática na escola. Isto porque o reitor Oscar Halac se recusa a acatar uma deliberação do Consup que prorroga os mandatos em todas as instâncias colegiadas eleitas na escola, para que se organize o processo eleitoral em melhores condições do que as atuais – nas quais a pandemia segue em patamares elevadíssimos e não é possível retomar o trabalho presencial.
Na mais recente assembleia dos servidores do CPII, realizada por videoconferência, a defesa do Consup foi reafirmada, assim como a campanha para que a Reitoria respeite e encaminhe as suas deliberações.
Os mandatos dos conselheiros do Consup se encerram após esta segunda-feira, dia 31 de maio de 2021. Nas últimas três reuniões o reitor nem sequer compareceu às sessões virtuais semanais do colegiado. Na última, na sexta-feira (28), por ampla maioria o Consup aprovou uma moção de repúdio aos métodos adotados pelo reitor da instituição.
O estatuto do colégio estabelece que cabe ao Consup organizar as eleições. Isto significa que, sem o Conselho Superior funcionando, o quadro de ataques às conquistas democráticas do CPII se agravam – muitos servidores e servidoras ressaltaram, na assembleia, que isso inevitavelmente acaba colocando o atual reitor no mesmo lado político dos interventores nomeados pelo governo de Jair Bolsonaro em muitas instituições: no campo dos que defendem a escola sem democracia, sem representatividade em suas instâncias e em sintonia com as posições defendidas pelo movimento Escola Sem Partido.
O mesmo movimento conservador que tenta amordaçar a liberdade de expressão nas instituições públicas de ensino e que defende ‘reformas’ que atacam os servidores e os serviços públicos. E que, não faz muito tempo, corroborava com o Ministério Público na tentativa de criminalizar o trabalho administrativo e pedagógico desenvolvido por servidores e, inclusive, o próprio reitor do Colégio Pedro II.
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