Ponto de encontro do Sindscope do ato no Centro do Rio é às 10h de sábado (19), no ‘Balança Mas Não Cai’; haverá protestos pelo ‘Fora Bolsonaro’ em mais de duas centenas de cidades do país; luta contra reforma Administrativa integra pautas dos protestos. Uso de máscara é obrigatório
IMPRENSA SINDSCOPE
A luta contra o que hoje representa o governo do presidente Jair Bolsonaro voltará às ruas de dezenas de cidades do país neste sábado, dia 19 de junho de 2021. Na assembleia que reuniu servidoras e servidores do Colégio Pedro II, na noite desta terça-feira (15), por videoconferência, a categoria constatou a importância de participar dos protestos contra um presidente que lidera um verdadeiro “genocídio”.
Na capital fluminense, o ato está previsto para começar às 10 horas, no Monumento Zumbi dos Palmares, na avenida Presidente Vargas. O Sindscope está marcando como ponto de encontro da categoria o prédio ‘Balança Mas Não Cai’.
O uso de máscara, de preferência modelo PFF2, álcool gel e manutenção de distanciamento são obrigatórios. Há manifestações convocadas para pelo menos outras 14 cidades no Estado.
Assembleia do Sindscope
A participação foi um dos temas de pauta da assembleia, que destacou a necessidade de levar ao governo que nega vacina para todos e quer atacar os serviços públicos com a reforma Administrativa que tenta aprovar no Congresso Nacional.
O protesto está sendo chamado de 19J e defenderá a preservação de vidas, apontando o fim do governo (Fora Bolsonaro e Mourão) como uma das medidas para enfrentar o que as entidades organizadoras classificam como um verdadeiro ‘genocídio’ em curso no país. Hoje, quase 15 mil pessoas morrem todas as semanas em decorrência da pandemia da covid-19.
A defesa da educação, da saúde e do conjunto dos serviços públicos, em contraposição à ‘reforma’ Administrativa e às privatizações, também estará entre as bandeiras das manifestações, assim como a reversão dos cortes orçamentários nas redes federais de ensino. As mudanças na Constituição que o governo tenta aprovar (PEC-32/2021) estão sendo comparadas a um desmonte com potencial para destruir os serviços públicos e gratuitos hoje oferecidos à população.
A luta contra o “extermínio do povo negro”, seja por meio de ações policiais, seja pela pandemia e seus reflexos, também está na pauta de reivindicações dos atos. A mobilização defenderá ainda o pagamento de auxílio emergencial em valores que permitam minimamente à população em situação de maior vulnerabilidade enfrentar e sair viva da pandemia.
O auxílio começou a ser pago em 2020 em valores mínimos de R$600,00, hoje foi reduzido, após três meses de suspensão, ao piso de R $150,00. O governo queria pagar apenas R$200,00 à época, mas o Congresso Nacional triplicou o valor. Foi justamente neste período sem o auxílio que a pandemia mais cresceu no país, chegando a matar em média mais de três mil pessoas por dia.
‘Defesa da vida’
O conjunto das pautas e reivindicações que serão levadas aos atos convergem para um eixo central: a defesa da preservação de vidas, como um valor acima de quaisquer outros, como a manutenção dos lucros capitalistas.
Os atos se contrapõem integralmente às manifestações bolsonaristas de extrema direita que o presidente vem chamando. Como o passeio de motos realizado em São Paulo no sábado (12), que, segundo a Polícia Militar, reuniu 12 mil motociclistas, vindos de várias cidades paulistas e de outros estados. Uma das características do protesto foi o não uso de máscaras de proteção. O presidente e seus seguidores acham que as máscaras ‘incomodam’ e fazem propaganda do boicote à medida que, segundo cientistas de todos os continentes, pode preservar vidas na pandemia, que no Brasil esta semana tende a atingir a marca de 500 mil óbitos, segundo as secretarias de Saúde.
A CPI da Covid no Senado confirmou, com base em vários e recentes depoimentos, que o governo se negou a comprar vacinas em 2020, o que poderia ter salvo dezenas ou centenas de milhares de vidas perdidas para covid-19. Faz poucos dias, Bolsonaro disse que o Ministério da Saúde iria orientar o não uso de máscaras por quem já foi vacinado. Até hoje, em quase seis meses de vacinação, pouco mais de 10% da população está totalmente imunizada. Cientistas avaliam que somente quando 70% estiverem vacinados haverá possibilidade de controle da pandemia.
Organizadores
O Sinasefe e o Sindscope (Sindicato dos Servidores do Colégio Pedro II) participa da convocação da manifestação, que ocorre cerca de 15 dias após os atos de 29 de maio contra Bolsonaro realizados em pelo menos 213 cidades do Brasil – provavelmente a jornada de maiores manifestações no país desde o início da crise sanitária,que começou em março de 2020. Convocam os protestos deste sábado (19), além de centenas de sindicatos e organizações políticas e populares, a Frente Povo Sem Medo, Frente Brasil Popular, Comitê em Defesa da Vida, Fórum por Direitos e Liberdades, Movimento Acredito, Frente pela Vida, Coalizão Negra por Direitos e Comitê de Luta Contra as Privatizações.
Atos já estão marcados nas seguintes cidades do Estado do Rio: Angra, Barra do Piraí, São Jesus do Itabapoana, Cabo Frio, Campos, Itaperuna, Macaé, Nova Friburgo, Nova Iguaçu, Petrópolis, Resende, Rio das Ostras, Teresópolis, Valença e Volta Redonda, além do ato central na avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio de Janeiro.
