Manifestação começará às 10h em frente ao campus Tijuca II; defesa da democracia passa também pelo boicote à eleição convocada pelo reitor à revelia do Consup
IMPRENSA SINDSCOPE
A defesa do Colégio Pedro II, do respeito à democracia interna da instituição e do fim dos cortes e bloqueios orçamentários que colocam em risco o funcionamento da escola e dos demais institutos federais serão pautadas no ato que está sendo convocado para o dia 29 de junho de 2021, terça-feira.
A manifestação ocorrerá a partir das 10 horas em frente ao campus Tijuca II, na avenida São Francisco Xavier. A convocação do ato foi definida na assembleia geral das servidoras e servidores do Colégio Pedro II, transcorrida por videoconferência, que também aprovou realizar uma paralisação de 24 horas nesta data.
A luta em defesa do respeito à democracia interna do CPII também passa pelo boicote ao processo eleitoral para o Conselho Superior (Consup), convocado unilateralmente pelo reitor Oscar Halac. Ele desrespeitou decisões do Consup, entre elas a que prorrogava o mandato dos conselhos eleitos para que se preparasse a consulta eleitoral em condições mais adequadas do que a atual, quando por conta da pandemia as aulas e o trabalho estão ocorrendo de forma remota.
A manifestação e a paralisação foram definidas na assembleia, porém logo depois a data de mobilização foi abraçada pelo fórum que busca reunir as entidades representativas dos servidores e servidoras, dos estudantes e de mães, pais e responsáveis. Será um dia de protestos, portanto, do conjunto da comunidade escolar.
A Direção do Sindscope ressalta a importância de participar das mobilizações do dia 29 – seja presencialmente no ato no campus Tijuca II ou por meio das redes sociais. A manifestação ocorrerá com rigoroso cumprimento das medidas de segurança sanitária, como uso de máscara, álcool gel e manutenção do distanciamento.
Na assembleia, os servidores ressaltaram que o CPII e a própria rede federal de ensino vive momentos que podem ser decisivos para o seu futuro. Além do desrespeito à democracia interna conquistada pela comunidade escolar, o funcionamento e a reconhecida qualidade destas instituições correm sérios e graves riscos em decorrência da política de corte de verbas e da ‘reforma’ Administrativa. A PEC-32 tramita na Câmara e é apontada como um ataque aos serviços públicos que pode levar ao desmonte do setor.
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