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Justiça para Moïse Kabamgabe: ato é convocado para sábado (5) no local do assassinato

Manifestação acontece às 10h, no Quiosque Tropicália, Posto 8, na Praia da Barra – onde o jovem refugiado congolês foi brutalmente assassinado. Direção do Sindscope se soma à luta por justiça

IMPRENSA SINDSCOPE

Luta por Justiça para Moïse Kabamgabe. É o que move a manifestação que está sendo convocada para o próximo sábado, dia 5 de fevereiro de 2022, a partir das 10 horas, em frente ao Quiosque Tropicália – Posto 8, na Praia da Barra (Av. Lúcio Costa, 6900).

O protesto acontecerá cinco dias após o bárbaro assassinato do refugiado congolês na Barra da Tijuca, amarrado e espancado até a morte por cinco homens – que, pelas imagens gravadas pelas câmeras do estabelecimento e apreendidas pela Polícia Civil, aparentam ter relação com o quiosque. Um taco de beisebol foi usado na agressão.

O ato está sendo convocado por familiares, pela comunidade congolesa e por entidades da sociedade civil – em especial organizações dos movimentos negro, social, sindical e partidos políticos de esquerda.

Segundo parentes do jovem, que tinha 25 anos de idade, Moïse Kabamgabe teria ido até o quiosque para receber diárias atrasadas referentes a dois dias de trabalho – R$ 200,00. O crime teria ocorrido após a cobrança – não se sabe o que desencadeou a violência homicida.

O crime repercutiu nacionalmente e atos também estão sendo convocados para outras cidades e estados. Em São Paulo, a manifestação será no mesmo dia e horário na av. Paulista, no Vão Livre do Masp.

Em depoimento ao jornalista Rafael Nascimento de Souza, do jornal “O Globo”, a mãe de Moise, Ivana Lay, disse que mataram o seu filho “porque ele era negro, porque era africano”. “Era um menino bom. Eles quebraram o meu filho. Bateram nas costas, no rosto. Ó, meu Deus. Ele não merecia isso. Eles pegaram uma linha, colocaram o meu filho no chão, o puxaram com uma corda. Por quê? Por que ele era pretinho? Negro?”, disse, ao pedir apoio e ajuda à sociedade: “A gente vem para cá achando que todo mundo vai viver junto. Que é todo mundo igual, mas não. Eu só quero justiça. E peço: por favor, me ajudem”.

O Sindscope se solidariza com familiares e amigos de Moïse Kabamgabe e também se soma às entidades que exigem justiça e que lutam para banir o racismo, a xenofobia e a barbárie vigentes no Brasil.

IMPRENSA SINDSCOPE

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