Protestos que ocorreram no dia 18 de janeiro em Brasília reuniram representantes de cerca de 40 categorias, que protocolaram pauta pelo fim do congelamento e reajuste de 19,99%
A palavra esteve entre as mais mencionadas durante os primeiros atos presenciais pela reposição das perdas salariais em 2022, realizados em Brasília no dia 18 de janeiro, terça-feira: unidade. Sem ela, muitos avaliaram, fica bem mais difícil construir um movimento que tenha força para impedir algo que parece ser um objetivo do governo de Jair Bolsonaro: se tornar o primeiro desde a redemocratização a não conceder quaisquer reposições salariais para o conjunto dos trabalhadores e trabalhadoras dos serviços públicos federais.
Nos atos em Brasília representantes de entidades sindicais de servidoras e servidores públicos federais de pelo menos 40 categorias, segundo os organizadores, sinalizaram a vontade política de construir uma campanha unitária. Muitos dirigentes sindicais ressaltaram a importância de repetir nesta luta a atuação conjunta do ano passado, quando a unidade marcou a campanha que impediu a aprovação da ‘reforma’ Administrativa (PEC 32), proposta que era uma das prioridades do governo Bolsonaro em 2021.
As manifestações ocorreram pela manhã em frente ao Banco Central e, à tarde, no Ministério da Economia. Documento direcionado ao ministro Paulo Guedes no qual expõem o tamanho das perdas salariais e cobram tratamento isonômico com reajuste para todos foi protocolado na Economia.
A campanha que está sendo construída em unidade reivindica 19,99% de reajuste, percentual necessário para repor as perdas salariais acumuladas de janeiro de 2019 a dezembro de 2021. A defesa dos serviços públicos, o arquivamento da ‘reforma’ administrativa (PEC 32) e a revogação da Emenda Constitucional 95 (teto dos gastos) também integram a pauta do movimento.
Os atos foram organizados pelas entidades sindicais nacionais das categorias – reunidas em duas frentes sindicais: Fonasefe (Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Federais) e Fonacate (Fórum das Carreiras de Estado). Para 27 de janeiro, está prevista uma plenária nacional por videoconferência para debater e organizar os próximos passos da campanha.
O Sindicato dos Servidores do Colégio Pedro II (Sindscope) e o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) participam da construção desta luta.
Calendário de Mobilização
27/01 – Plenária Nacional dos Servidores Públicos Federais;
02/02 – Ato em Brasília no retorno do recesso Legislativo e Judiciário (caso haja condições sanitárias);
07 a 11/02 – Semana de mobilização virtual nacional;
14/02 a 25/02 – Entrar em estado de greve/ participar da jornada de mobilização, paralisações e luta em prol da isonomia/recomposição salarial;
09/03 – Indicativo de Greve Geral do Funcionalismo Público.
IMPRENSA SINDSCOPE
Por Hélcio Lourenço Filho
