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Nota do Sindscope: Seguimos defendendo uma educação pública universal, laica e democrática!

“Seguimos defendendo uma educação pública universal, laica e democrática!”

Porque:

1-A escola pública, como direito universal, não pode se transformar numa política que segrega estudantes entre aqueles quem têm e aqueles que não têm acesso aos recursos tecnológicos. Nosso papel na sociedade é contribuir para a igualdade de oportunidades e não abandonar crianças à sua própria sorte.

2-Entendemos ‘política educacional’ como um conjunto de medidas que objetivam potencializar os sujeitos e diminuir as desigualdades. Por isso importa para nós desde o local de moradia, a forma como a criança chega à escola, o acesso a recursos didáticos de qualidade, segurança alimentar e também o acesso à saúde. A educação que queremos é aquela que propicia condições adequadas de ensino-aprendizagem para todos e todas, o que significa ir além dos conteúdos escolares.

3-Fazer uma educação pública de qualidade exige investimento. Investimentos em equipamentos e recursos que contribuam para o desenvolvimento de relações de ensino-aprendizagem significativas – laboratórios, bibliotecas, qualificação docente e merenda escolar são alguns desses elementos. Transferir a responsabilidade pelo ensino aos indivíduos reduz o papel do Estado como garantidor do direito à educação.

4-As interações remotas não podem ser chamadas de ensino uma vez que reduzem os diversos aspectos que envolvem as relações de ensino-aprendizagem à mera entrega de conteúdos. Reduz o papel da escola, reduz nossas propostas pedagógicas, reduz o papel dos professores e professoras, reduz o investimento do Estado na educação, reduz o acesso a bens e serviços oferecidos também pela escola. O ensino remoto significa uma educação pública menor, precarizada e que culpabiliza os sujeitos.

5-Qualquer prejuízo no processo educativo gerado pela pandemia às nossas alunas e alunos não supera, ao nosso ver, a garantia de que eles, os seus vizinhos e vizinhas permaneçam vivos. Não existem respostas simples para problemas complexos. O espaço escolar pode ser um espaço acolhedor, mas transitar pelo território da cidade nesses tempos não é! Preservar vidas é o mais urgente, acolhê-las e confortá-las nesse momento também. Assim também se constrói uma educação inclusiva. 

6-Sem monitoramento do contágio, sem reformas nos equipamentos escolares, sem segurança sanitária, sem distribuição de EPIs, sem vacina, sem vacinação em massa, educar presencialmente se torna um risco para toda comunidade. Acolher, escutar, debater temas que nos atingem. Isso também é educar.

7-Sem universalização do acesso digital, sem equipamentos apropriados, sem espaço adequado para estudo não podemos cobrar presença e avaliações de conteúdo. Seguiremos na resistência para garantir, no retorno presencial seguro, as melhores condições e oportunidades educativas possíveis a nossos estudantes!

Sindscope – Sindicato dos Servidores do Colégio Pedro II

(Esta nota expressa posicionamento aprovado por servidoras e servidores do CPII em assembleia realizada por videoconferência)

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