‘Não era só negacionismo, era negócio e propina’, disseram manifestantes nos atos que reuniram centenas de milhares pelo ‘Fora Bolsonaro’ e também rejeitaram a reforma que ataca os serviços públicos
IMPRENSA SINDSCOPE
Protestos em todas as regiões do país expuseram nas ruas a denúncia de que por trás do negacionismo do governo de Jair Bolsonaro à Ciência e às vacinas teria havido também a intenção de facilitar a corrupção e fraude na compra dos imunizantes para o combate à pandemia da covid-19, que já matou mais de 520 mil pessoas no Brasil.
Muitos cartazes e discursos fizeram referências a isso, nos atos ocorridos no sábado, 3 de julho de 2021. Não era negacionismo, era negócio e propina, disseram os manifestantes. Essa afirmação foi colada a Bolsonaro depois que um servidor público de carreira denunciou na CPI da Covid no Senado, na semana anterior aos protestos, que sofreu pressão atípica para fechar contrato para compra de milhões de doses da vacina indiano Covaxin. Pouco depois, outra denúncia afirmou que um gestor do Ministério da Saúde pediu um dólar de propina por dose de imunizante da Astrazeneca, numa negociação envolvendo uma empresa ‘intermediadora’.
Essa denúncia do funcionário concursado e sem a pressão da ameaça de demissão fez também crescer a defesa da estabilidade dos servidores e a campanha contra a reforma Administrativa (PEC-32), com a qual o governo Bolsonaro tenta praticamente pôr fim à estabilidade do funcionalismo.
Foi a terceira vez em pouco mais de um mês que milhares de pessoas foram às ruas de todas as capitais do país e outras cidades para defender a vacinação urgente de toda a população e o fim do governo de Jair Bolsonaro. Os organizadores avaliam que houve atos em perto de três centenas de cidades – algumas delas no exterior. Os maiores protestos provavelmente ocorreram em São Paulo, na av. Paulista, e no Rio de Janeiro, na av. Presidente Vargas.
O Sindscope participou da mobilização no Estado do Rio. Também fez a cobertura ao vivo dos atos, numa parceria com a Aduff, a seção sindical dos docentes da UFF, e o Sintuff, que reúne os técnicos-administrativos da Universidade Federal Fluminense. A cobertura ao vivo está disponível no canal do Sindscope no Youtube e na página da entidade no Facebook.
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