Viva o SUS.
Viva a Educação Pública.
️ Viva a luta da classe trabalhadora!
Assista o vídeo de final de ano do Sindscope: https://youtu.be/8nhDkEKhenU
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Vigésimo primeiro ano do século vinte e um.
Resistimos.
Foram dias duros.
Houve dor, lágrimas, sangue e suor.
Resistimos.
Contra os que negam a Ciência, lutamos pelo direito à vida.
Será que teríamos vacinação em massa hoje se tivéssemos nos encolhido e juntos, aos milhares ou milhões, não tivéssemos ido às ruas, às redes e à luta?
Vigésimo primeiro ano do século vinte e um.
Resistimos.
Contra os que esmagam a empatia, a força extraordinária da solidariedade.
Contra os que tentam acabar com as liberdades democráticas e os direitos de quem trabalha, fomos às ruas dizer: aqui, não, fascistas!
Contra os que tentaram calar as faixas e arrancar as vozes no Colégio Pedro II, nos unimos e dissemos: Não! Aqui não soprará os ventos do arbítrio.
Contra os que tentaram dissolver a nossa instância interna superior mais democrática, nos contrapomos juntos até revogar tão vergonhosas medidas.
Contra os que nos querem desorganizados e sem voz sindical, mantivemos o Sindscope vivo, de luta. Incomodando.
Vigésimo primeiro ano do século vinte e um.
Resistimos.
Combatemos os que propagam o ódio e a violência racial.
Combatemos os que pregam o preconceito, a intolerância e a violência sexista.
Combatemos os que se aproveitaram dos dias e noites pandêmicas para oprimir mais, machucar mais, violentar mais.
Vigésimo primeiro ano do século vinte e um.
Resistimos.
Perdemos muitos pelo caminho.
Salvaram-se muitos pelo caminho.
Sobreviventes de nossa luta coletiva em defesa do direito à imunização, à prevenção sanitária, ao socorro social, ao prato de comida.
Vacina no braço, comida no prato, gritamos bem alto.
Apesar de tudo, o negacionismo não prevaleceu. Não. Ele existe, agride, violenta, mas não tá tudo dominado não!
Também não venceram os que queriam a destruição dos serviços públicos. Detivemos em 2021 a contrarreforma que nos arrancaria o direito à saúde, à educação, à assistência social, às políticas públicas sociais.
Foi uma vitória. Sim, foi uma grande vitória. Da nossa luta coletiva nacional.
Em 2021, a prioridade dos que queriam acabar com o SUS e com a escola pública não passou.
Dissiparam-se as ameaças? Sabemos que não. Elas seguem aí, nas tenebrosas transações de Brasília. Políticos sujos se emporcalhando ainda mais com orçamentos públicos secretos usados para retirar direitos, congelar salários, mercantilizar a vida.
Mas seguiremos na luta. Que sejamos capazes de lutar mais e melhor. Que superemos nossas dificuldades. Eles não passarão!
Que no ano que está para nascer estejamos juntos.
Lado a lado.
Ombro a ombro.
Erguendo a bandeira da educação pública, gratuita, laica e jamais indiferente às violências e injustiças sociais.
É isso.
Que a bela frase que para alguns virou chavão não seja jamais mencionada em vão: Em 2022, “ninguém solta a mão de ninguém”.
Nossa luta continua, companheiro.
Nossa luta continua, companheira.
Tamo junto!
