Servidoras e servidores que participam do 34º ConSinasefe vão ao ato pelo reajuste emergencial que acontecerá à tarde, na Esplanada dos Ministérios, no dia seguinte à divulgação pelo IBGE que a inflação de abril é a maior desde 1996
IMPRENSA SINDSCOPE
O ato dos servidores públicos federais que acontecerá na tarde desta quinta-feira, dia 12 de maio de 2022, em Brasília, reivindicará abertura de negociações com o governo e um reajuste emergencial que contenha as perdas decorrentes da inflação que, até o final da gestão Bolsonaro, podem reduzir o valor real dos salários em cerca de 30%.
Servidoras e servidores federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica, que participam em Brasília do 34º Congresso do Sinasefe, irão comparecer à manifestação, que ocorrerá na Praça dos Três Poderes. A delegação do Sindscope eleita para representar os servidores do CPII no ConSinasefe participará do protesto.
O ato público na capital federal ocorre no dia seguinte à divulgação pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de que a inflação de abril, que ultrapassou a marca de 1%, foi a maior registrada neste mês em 26 anos. A previsão do Banco Central é que a inflação em 2022 fique em cerca de 7,5%, porém a tendência é que esse índice seja maior. O funcionalismo defende reposição emergencial de 19,99%, referente à inflação acumulada nos três primeiros anos do governo Bolsonaro.
Reação e campanha
Em dezembro de 2021, o governo anunciou que pretendia conceder reajuste apenas a servidores federais da área de segurança. A reação dos sindicatos ao anúncio, que expressou a insatisfação da categoria, fez governo recuar. Faz poucas semanas, o Planalto divulgou a intenção de aplicar um reajuste linear de 5%.
Nesta semana, a Casa Civil consultou por meio de ofício o Supremo Tribunal Federal e o Senado, que responderam ter interesse e condições de inserir este índice nos contracheques dos servidores do Judiciário e do Legislativo.
O índice evidentemente não atende ao que reivindica o funcionalismo. Tampouco será capaz de repor a inflação deste ano. Porém expressa uma mudança no discurso do governo, atribuída pelos sindicatos à mobilização dos trabalhadores.
O objetivo agora é aumentar a pressão e exigir a abertura de negociações em torno da pauta da categoria, que também defende a valorização dos serviços públicos e o arquivamento definitivo da ‘reforma’ Administrativa (PEC-32). Uma greve nacional conjunta está sendo articulada – hoje, estão parados os servidores e servidoras do INSS e do Banco Central.
A manifestação na capital federal tem concentração marcada para as 14 horas, no Espaço do Servidor, na Esplanada dos Ministérios, em frente ao prédio da Economia que já abrigou o extinto Ministério do Planejamento.
De lá, por volta das 16 horas, os manifestantes pretendem sair em passeata rumo à Praça dos Três Poderes, uma caminhada de pouco mais de um quilômetro. O local escolhido para o ato busca expor aos chefes do Executivo, Legislativo e Judiciário a insatisfação da categoria com o desrespeito e o intolerável extenso período de congelamento salarial.
