Assembleia foi realizada poucos dias antes da primeira rodada de negociação em Brasília e da apresentação da proposta do governo; outros importantes encaminhamentos também foram aprovados. Nova assembleia foi convocada com urgência pela Direção do Sindicato para o dia 27 de fevereiro, segunda-feira após o Carnaval
IMPRENSA SINDSCOPE
A luta salarial – ponto central neste início da Mesa de Negociação com o governo Lula – foi pauta de debates e deliberações na assembleia geral realizada pelo Sindscope, por videoconferência, e que reuniu servidoras e servidores do Colégio Pedro II, na terça-feira, dia 14 de fevereiro de 2023.
Realizada poucos dias antes de o governo apresentar a proposta de acordo aos servidores, a categoria constatou a necessidade de intensificar e fortalecer a luta salarial – além dos demais pontos da pauta conjunta dos servidores.
Nova assembleia foi convocada pela Direção do Sindscope para o dia 27 de fevereiro de 2023, segunda-feira após o Carnaval, para tratar da campanha salarial e avaliar a proposta do governo federal. Será no campus Centro do CPII, a partir das 16 horas, com a seguinte pauta: Informes; Análise de conjuntura; Campanha Salarial.
Haverá Espaço Recreativo para crianças de até 12 anos – mães, pais ou responsáveis devem enviar mensagem para o endereço eletrônico sindscope@yahoo.com.br, até as 16 horas do dia 24, informando nome e idade da criança.
Como foi a negociação e a proposta apresentada pelo governo – acessar aqui
Resoluções da assembleia
Na assembleia do dia 14, ressaltou-se a necessidade de o Sindicato Nacional (Sinasefe) jogar peso na organização da mobilização da categoria, com produção, inclusive, de materiais neste sentido – algo considerado essencial para que haja avanços nesta campanha.
A assembleia apontou ainda alguns posicionamentos sobre esta luta, como a defesa de que o reajuste emergencial, de 27%, não seja parcelado. E que a aplicação desta reposição linear anteceda uma posterior discussão sobre salários e carreiras, que leve em consideração as distorções e as perdas diferenciadas do funcionalismo.
Também se aprovou que o Sindicato busque incentivar a participação dos aposentados nestas lutas, além da defesa de que a paridade entre ativos e quem já se aposentou esteja em pauta nas negociações.
Ainda em relação à campanha salarial, as servidoras e servidores aprovaram defender que os seguintes pontos sejam inseridos na pauta desta luta: elevação do piso da carreira EBTT (hoje abaixo do piso do magistério); revogação da reforma do ensino médio; Defesa do PNLD democrático, contra as imposições autoritárias que ferem a autonomia pedagógica; pela realização de concursos públicos já; revisão das mudanças na CPRSC (Comissão Permanente de Reconhecimento de Saberes e Competências).
A assembleia também debateu e deliberou sobre uma série de outros pontos, como a questão das FCCs e o Encontro Nacional de Negros, Negras, Indígenas e Quilombolas do Sinasefe.
Encaminhamentos aprovados na Assembleia de 14 de fevereiro:
= Recomposição do Grupo de Trabalho Carreira, tendo como prioridade discutir a proposta de carreira apresentada pelo Sinasefe. Esse debate deve ser pautado na próxima assembleia – a data da reunião de reinstalação do GT Carreira foi, posteriormente, agendada para 7 de março.
= Denunciar as perdas do Funpresp no caso das Americanas, expondo a natureza das chamadas ‘previdências privadas’;
= Encontro Nacional de Negros, Negras, Indígenas e Quilombolas do Sinasefe: assembleia aprovou a delegação que irá à atividade que acontecerá entre 22 e 26 de março;
= Calendário: ratifica apoio à carta já divulgada de membros dos departamentos. Destaca a necessidade de lutar para que a mesma lógica não seja implementada no calendário de 2023;
= Corte das FCC: Exigência de sejam restituídas as gratificações. Destacou-se a importância da gratificações para as funções pedagógicas;
Campanha Salarial
– Defesa de reajuste não escalonado e não parcelado;
– Defesa do índice emergencial reivindicado pelo Fonasefe, de 26,9%, e com implementação linear;
– Inserir na campanha salarial a luta para correção da situação de perdas diferenciadas entre TAE’s e outras carreiras;
– Incentivar a participação dos aposentados nestas lutas;
– Defender a paridade entre ativos e aposentados;
– Defender que o reajuste não seja baseado em penduricalhos e auxílios que os aposentados não recebem;
– Pela inclusão dos seguintes pontos pauta de negociação:
a) elevar o piso da carreira EBTT (hoje abaixo do piso do magistério);
b) revogação da reforma do ensino médio;
c) Defesa do PNLD democrático, contra as imposições autoritárias que ferem a autonomia pedagógica;
d) Pela realização de concursos públicos já;
e) Rever as mudanças na CPRSC (Comissão Permanente de Reconhecimento de Saberes e Competências).
= Próxima assembleia: ficou definido que deverá ser no horário da tarde, presencial, no campus Centro, em data a ser definida pela Diretoria do Sindscope.
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