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1° de Maio: ato no Museu do Amanhã defenderá pautas da classe trabalhadora

Assembleia do Sindscope aprovou participação no ato que está sendo convocado tendo como princípio a independência da classe trabalhadora frente a governos e empresários e a defesa das pautas sociais e trabalhistas

IMPRENSA SINDSCOPE

Assembleia que reuniu servidoras e servidores do Colégio Pedro II, na terça-feira, 25 de abril de 2023, aprovou a participação do Sindscope no ato que celebrará o 1° de Maio – Dia Internacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras, em frente ao Museu do Amanhã, na Praça Mauá, área portuária do Rio de Janeiro. 

A manifestação que ocorrerá na próxima segunda-feira está prevista para começar a partir das 14 horas. O Sindscope convida a comunidade escolar a participar da atividade, que será realizada sob os princípios da independência da classe trabalhadora e suas organizações sindicais e políticas em relação a governos e setores empresariais.

Esta, aliás, foi a principal razão de a assembleia deliberar pela participação e construção desta manifestação conjunta no dia 1o de maio. Aspecto abordado no material de convocação do ato:

“A ‘independência de classe’ é um valor muito caro à história dos trabalhadores. Isto significa rejeitar um sindicalismo de conciliação com a classe dominante e seus representantes, reafirmar nossa independência de governos e patrões que, para algumas categorias como petroleiros, professores, garis etc. muitas vezes são os mesmos. Esta data é, antes de mais nada, um dia de luta”, diz trecho da nota divulgada.

“Não podemo transformá-la em uma ‘festa’ que ignore as demandas mais importantes do povo e, menos ainda, financiada por empresários ou governos – sejam estes da direita tradicional, bolsonaristas ou ‘frente ampla'”, prossegue o texto, que faz críticas às alianças do governo Lula com setores empresariais. “A luta contra Bolsonaro e a extrema direita não será vitoriosa conciliando com empresários e bolsonaristas”, afirma.

A convocatória do ato também faz referências ao caráter internacional da data. “Os brasileiros – e os povos mundo afora – lutam todo dia para sobreviver contra a crise social e econômica imposta pelos governos e patrões, que fazem de tudo para proteger suas propriedades, seus lucros e manter o sistema de exploração capitalista”, observa.

“A [recente] mobilização dos metroviários de São Paulo e dos trabalhadores da Educação, assim como a Greve Geral na França, mostraram mais uma vez que o caminho é a organização da classe trabalhadora. Por isso, neste 1o de Maio voltamos às ruas e convocamos todos a se somarem à luta pelas demandas emergenciais e mais sentidas pela população”, conclama o chamado à manifestação, que defenderá as seguintes pautas:

 • Sem anistia! Punição a Bolsonaro e todos os golpistas;

• Revogação das contrarreformas Trabalhista e da Previdência;

• Revogação “Novo Ensino Médio”;

• Retomada da Cedae, Eletrobrás, BR e Petrobrás 100% estatal;

• Contra o “arcabouço fiscal” de Lula/Alckimin;

• Contra a “recuperação fiscal” nos Estados;

• Derrotar Cláudio Castro e sua política genocida;

• Despejo zero!;

• Reajuste dos salários e redução da jornada sem redução de salário;

• Não pagamento da dívida aos banqueiros e pela taxação dos bilionários;

• Mais investimentos em pesquisa e ciência e nas universidades públicas;

• Mais verbas para garantir um SUS para todos;

• Segurança no trabalho e contra todas as formas de assédio;

• Remarcação das terras indígenas e quilombolas e

• Combustíveis e gás de cozinha a preços acessíveis.

IMPRENSA SINDSCOPE

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