Paralisação no IFRJ em São João de Meriti envolve a comunidade escolar
IMPRENSA SINDSCOPE
Uma greve contra o assédio moral. É o que está acontecendo no Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) em São João de Meriti (SJM), num movimento que envolve a comunidade escolar. A paralisação reivindica nova eleição para Direção-Geral do campus e denuncia e pede a renúncia do atual diretor, Rodney Albuquerque.
Os servidores e servidoras decidiram parar, caso o diretor-geral não renunciasse, na assembleia realizada pelo sindicato da categoria (Sintifrj), no dia 31 de maio de 2023. Prazo de uma semana foi dado para que a Reitoria ou a própria direção do campus desse uma resposta satisfatória. Como nada ocorreu, servidores e estudantes entraram em greve conjunta no dia 5 de junho.
Segundo divulgado pelo sindicato, as denúncias contra o diretor vêm sendo feitas há meses. Num caso recente, a comunidade escolar contestou a instalação de câmeras com captação de áudio no campus. O equipamento teria sido adquirido por fora da institucionalidade, sendo custeado pelo próprio diretor. Após denúncia do Sintifrj, as câmeras foram retiradas.
O terceiro dia de greve teve um ato da comunidade escolar em frente à Reitoria do IFRJ, na Praça da Bandeira, no Rio de Janeiro. Embora tenham solicitado uma audiência, não foram recebidos pelo reitor.
Segundo a Direção do sindicato, a greve é resultado de um quadro que se tornou insustentável. “Essa situação vem causando grandes problemas para a comunidade do campus como um todo, que estão adoecendo física e mentalmente, gerando afastamentos por condições de saúde, ou mesmo medidas mais extremas, como transferência para outro campus”, explica a entidade em nota.
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