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Rio e outros estados terão atos antirracistas no dia 24 pelo fim da violência policial e de Estado

Manifestação envolve uma ampla articulação nacional de entidades das lutas sociais, que busca fazer da data um marco pelo ‘fim do genocídio do povo negro’; atos também defenderão justiça para Bernadete e Binho; no Rio, concentração será na Candelária, a partir das 15h. GT de Negras e Negros do Sindscope participa da convocação e convida a comunicade escolar do Pedro II a apoiar e comparecer à atividade

IMPRENSA SINDSCOPE

Por Juan, Rafaelly, Thiago, Eloáh, crianças mortas este ano no Estado do Rio de Janeiro, e outras milhares de vítimas de ações violentas da polícia – a maioria, mais de 80%, negras.

Contra a Violência Policial e de Estado, organizações do movimento negro estão convocando manifestações em vários estados do país para esta quinta-feira, dia 24 de agosto de 2023. A data escolhida é também é uma homenagem a Luiz Gama – advogado, abolicionista e precursor da luta antirracista no Brasil, morto em 24 de agosto de 1882. 

O Grupo de Trabalho de Negras e Negros do Sindscope participa da convocação e ressalta a importância desta atvidade para uma luta pelo direito à vida e contra a barbárie e o genocídio nas periferiais e favelas do país.  

No Rio, o ato será no Centro da cidade. Para a concentração, a partir das 15 horas, na Candelária, estão previstas apresentações culturais. De lá, os manifestantes pretendem caminhar até a sede da Assembleia Legislativa do Estado do Rio, na Praça Mário Lago, onde ocorrerá o encerramento do ato no Buraco do Lume, tradicional espaço de eventos políticos da cidade.

Os atos desta quinta-feira (24) iniciam uma sequência de atividades que vão defender o fim das violências e discriminações raciais e que devem se estender até 20 de novembro, Dia da Consciência Negra.

Um levantamento da Rede de Observatórios da Segurança mostra que 86% dos mortos em ações policiais no Rio de Janeiro são pessoas negras, grupo que representa 51% da população. O trabalho também revela que o estado é o que mais produziu mortes em ações e intervenções das polícias em 2022, com 1.245 registros.

A organização e planejamento do dia nacional de lutas pelo fim da violência racista da polícia passou por uma plenária, realizada virtualmente no dia 10 de agosto. Participaram cerca de 250 representantes de organizações dos movimentos negros, periféricos e favelados de todo o país.

“A cada 23 minutos um jovem negro é morto no Brasil. No Rio de Janeiro, mais de 200 crianças e adolescentes morreram nos últimos cinco anos vítimas de bala perdida ou diretamente pelas mãos dos agentes do Estado”, diz mensagem de convocação do dia de protestos contra a violência policial e racista. 

Justiça para Bernadete e Binho

As manifestações também vão defender justiça para a líder quilombola Maria Bernadete Pacífico e seu filho Binho. Ela foi assassinada a tiros no dia 17 de agosto, no Quilombo Pitanga dos Palmares, Yalorixá e  ex-secretária de Igualdade Racial de Simões Filho (BA), Bernadete estava incluída, há alguns anos, em um programa de proteção federal, desde que o seu filho Fábio Gabriel Pacífico dos Santos, o Binho do Quilombo, foi executado.  A brutalidade do crime repercutiu nacionalmente e causou comoção social.  

IMPRENSA SINDSCOPE

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