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Atos nas ruas e pauta da greve rodoviária: luta pelo fim da escala 6×1 pressiona Senado a destravar proposta

Campanha teve atos no Rio, onde a pauta estava inserida na greve da categoria rodoviária, e em várias outras cidades do país. Movimento busca ganhar as ruas para se contrapor à investida do empresariado e da extrema direita, que tentam barrar a proposta e aprovar projeto sem quaisquer horas de descanso remunerado. 

IMPRENSA SINDSCOPE

Manifestações em todas as regiões do país defenderam o fim da escala 6×1, no último dia de junho de 2026 – atos que se contrapuseram ao bloqueio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ao avanço da proposta. Foi assim no Rio de Janeiro, porém com um elemento a mais a corroborar com a luta pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários e de direitos: a greve da categoria rodoviária.

O movimento paredista que impactou fortemente o transporte público na cidade durou 72 horas –  começou na segunda-feira (29) e foi suspenso, com entrada em ‘estado de greve’, na quarta-feira (1). Coincidiu com a jornada nacional de mobilizações pelo fim da escala 6×1, ocorrida no dia 30 de junho, e também sustentou uma pauta de reivindicações que inclui a redução da jornada.

Por isso mesmo, o dia de atividades no Rio começou com uma passeata da Fiocruz até o Terminal Rodoviário Gentileza, na Zona Portuária, ainda nas primeiras horas da manhã. Servidor do Colégio Pedro II, Luiz Sérgio Ribeiro esteve entre as dezenas de pessoas que participaram da caminhada, que percorreu os mais de três quilômetros que separam a instituição pública de saúde, pesquisa e ensino do hoje principal terminal rodoviário urbano da capital fluminense.

“O ato contou com a presença de estudantes, movimentos sociais e sindicatos, aproximadamente 100 pessoas. Estive presente como base do Sindscope e dirigente da executiva estadual da CSP-Conlutas. Esse ato no Rio e os vários atos que se realizaram no país foram muito importantes. Não basta esperar a boa vontade do Congresso, ainda mais de um parlamento contrário aos interesses do trabalhador. É fundamental a mobilização de rua.”, observa Luiz Sérgio.

Cachorro-quente na Carioca

À tarde, a manifestação foi no Largo da Carioca. Ali, sobrou para os pets. Mas só no sentido figurado, com bom humor e sem maus tratos a animais. O ato teve distribuição de cachorro-quente, numa referência simbólica à ‘cachorrada’ que o Senado está fazendo ao travar a apreciação da proposta de emenda constitucional que reduz a jornada de trabalho e prevê dois dias de descanso semanal, já aprovada por larga margem na Câmara dos Deputados.

A mobilização, com atos em diversas capitais e cidades brasileiras, faz parte de uma articulação nacional convocada pelo movimento Vida Além do Trabalho (VAT), com participação de sindicatos e centrais sindicais, movimentos sociais e organizações políticas de perfil progressista. Ocorre num momento em que a campanha foca na pressão sobre o Senado, cuja Presidência ameaça só colocar a proposta em votação no segundo semestre ou até mesmo após as eleições de outubro.

A movimentação, que deverá ter outras iniciativas, também se contrapõe à tentativa da extrema direita e de setores do empresariado de pautar uma proposta que prevê a desregulamentação quase total da relação trabalhista, com fixação da ‘remuneração por hora trabalhada’. 

O Sindscope apoia e participa desta luta pelo fim da escala 6×1, que envolve o conjunto da classe trabalhadora brasileira – seja do setor privado ou público. É um enfrentamento que tenderá a ter impactos, inclusive, sobre quem já tem a jornada reduzida. Isto porque o desfecho dessa luta poderá levar à definição dos parâmetros que vão passar a vigorar na relação formal de trabalho no Brasil.

IMPRENSA SINDSCOPE

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