Haverá rodada de assembleias nas bases da categoria e plenária do Sinasefe em 28 de fevereiro para decidir quando a greve começa caso o governo não reveja sua posição e respeite os acordos firmados em 2024.
IMPRENSA SINDSCOPE
Foi unânime. Todos os servidores e servidoras que representavam as suas respectivas bases como delegados e delegadas, entre eles a delegação do Sindscope, votaram a favor do indicativo de greve para forçar o governo federal a cumprir os acordos firmados no ano passado.
A decisão aprovada no último dia do 37o Congresso do Sinasefe, transcorrido de 12 a 15 de dezembro de 2025, é um indicativo. São as assembleias nas bases e uma futura plenária que vão dar a palavra final nessa questão e decidir quando a categoria vai parar para exigir respeito aos acordos firmados na greve de 2024.
A votação que uniu os mais de 200 técnicos, técnicas e docentes de todas as regiões do país presentes no Teatro Mário Lago, em São Cristóvão, reflete o consenso exposto em todos os discursos: é inaceitável o que o governo Lula está fazendo em relação aos acordos com a categoria, tanto com TAEs quanto com docentes.
Desrespeito que acendeu o alarme da urgência quando o Ministério da Gestão e Inovação nos Serviços Públicos enviou ao Congresso Nacional o projeto sobre o Reconhecimento de Saberes e Competências. Uma proposta que, na voz de muitos que discursaram no Teatro Mário Lago, joga o prometido e acordado RSC dos técnicos e técnicas “na lata do lixo”.
Projeto ‘veta’ RSC
Pelas análises expostas ao longo da plenária que debateu a Carreira, algo ficou evidente. O governo federal ignorou o estudo desenvolvido pelo Grupo de Trabalho instalado no MEC para tratar do assunto e apresentou um texto que traz tantos obstáculos e barreiras que a obtenção do RSC beira o impossível.
A dúvida e o debate na disputa de certa forma acalorado que foi travada na plenária de encerramento do ConSinasefe se concentrou no ‘tempo’ certo para greve.
Isto é, quanto tempo é necessário para construir e qual o momento ideal para deflagrar a greve. A votação foi apertada em torno da data da próxima plenária, que avaliará o resultado das assembleias.
Uma proposta defendia que fosse na primeira semana de fevereiro, apontando para o início da greve ainda naquele mês. A outra, que acabou vencedora, propunha a última semana, no dia 28 de fevereiro, com a perspectiva de iniciar a paralisação em março.
Debate e assembleias de base
As avaliações expostas no Plenário, porém, voltaram a convergir quanto à necessidade de um trabalho intenso nos locais de trabalho para que a greve de fato aconteça. O período para isso se estenderá até fevereiro de 2026, quando ocorrerá a já referida plenária.
Reunião ampliada
A direção do Sinasefe está convocando, para esta quarta-feira (17), a partir das 16 horas, uma reunião ampliada com as seções sindicais, tendo como pauta única o indicativo nacional de greve. A reunião será por vídeo, pela plataforma Zoom.
Reunião no MGI
A decisão da categoria será comunicada aos representantes do governo na reunião marcada para acontecer nesta terça-feira (17), no Ministério da Gestão, em Brasília. Será, portanto, uma oportunidade para que o MGI reveja a sua posição, respeite o que foi acordado e proposto pelo Grupo de Trabalho e altere o projeto de lei enviado ao Congresso Nacional.
Saiba mais sobre o projeto do governo que inviabiliza o RSC – clicar aqui
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