Decisão da assembleia de aderir à paralisação nacional de 24h precedeu avaliação consensual de que sem mobilização, participação e pressão sobre o governo Lula/Alckmin não haverá reajuste em 2024 e nem avanços nas negociações específicas; dia 3 terá nova assembleia e ato conjunto
Assembleia geral dos servidores e servidoras do Colégio Pedro II aprovou aderir à semana de mobilização do conjunto do funcionalismo público federal, com paralisação por 24 horas no dia 3 de outubro de 2023, próxima terça-feira.
Decisão tomada na assembleia de terça (26), no campus Tijuca II, fortalece a mobilização nacional que pressiona por avanços nas negociações com o governo Lula: ‘Reajuste Sim, reforma Administrativa Não’ é o mote do movimento.
Também estão na pauta as lutas pela revogação das reformas trabalhista, previdenciária e o Novo Ensino Médio (NEM). O movimento enfrenta ainda a lógica fiscal, mantida no arcabouço fiscal do atual governo, que privilegia o pagamento de juros a banqueiros enquanto asfixia os serviços públicos e as pautas sociais.
Haverá nova assembleia no dia 3, que terá um “Debate sobre a violência na escola”, a partir das 9 horas, no Teatro Mário Lago, no complexo de São Cristóvão. O tema decorre do recente caso de violência em sala de aula ocorrido no CPII.
Após a assembleia, à tarde, a categoria participará da manifestação conjunta dos serviços públicos e estatais, no Centro do Rio – com concentração às 15 horas, na Candelária.Negociações A decisão de parar teve como motor o entendimento de que sem mobilização e reação dos servidores, não haverá avanços nas negociações salariais com o governo federal: o congelamento das remunerações voltará a prevalecer.
A movimentação une servidores e trabalhadores de estatais, no dia em que a Petrobrás completa 70 anos, num movimento que também contesta as privatizações, terceirização e perda da soberania do país com a entrega de serviços e empresas estratégicas a multinacionais.
A jornada de mobilização é parte da campanha salarial do funcionalismo, que busca a recomposição das perdas salariais, reajuste dos benefícios, a reestruturação das carreiras, a revogação de medidas infralegais dos governos Temer e Bolsonaro e o arquivamento definitivo da ‘reforma’ Administrativa (PEC-32).
A jornada de mobilização, prevista para de 2 a 7 de outubro, foi aprovada na plenária nacional dos servidores federais e na do Sinasefe. Nova plenária está prevista para o dia 7, sábado, já visando dar continuidade ao movimento. É a maior articulação das entidades sindicais neste ano para construir uma jornada de manifestações.
A movimentação ocorre em meio à ausência de qualquer sinalização do governo Lula/Alckmin no sentido de ceder nas negociações. Até o momento, o governo não acatou nenhuma das reivindicações para a data-base de 2024: recomposição salarial e outras demandas de impacto financeiro, como reajuste dos benefícios, e mesmo as sem reflexos no orçamento. É o caso da revogação das medidas infralegais dos governos de Bolsonaro e Temer que atingem negativamente os servidores e os serviços públicos.
A avaliação consensual nas plenárias e mesmo na assembleia foi a de que não haverá avanços nas negociações salariais e em torno das carreiras sem que se construa uma forte e participativa mobilização.
