Marcha das Mulheres Negras acontece em Copacabana no dia 30 de julho, às 10h, no Posto 4
Neste Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, 25 de Julho, não há como deixar de reverenciar as que lutam, dia após dia, para construir uma sociedade justa e sem preconceitos.
É preciso também lembrar que, apesar de corresponder a pelo menos 53% dos brasileiros, a população negra ainda luta para eliminar desigualdades, discriminações e outras violências. Mesmo sendo a maioria, está sub-representada no Legislativo, Executivo, Judiciário, na mídia e em outras esferas. O abismo é ainda maior quando se refere ao gênero.
Em 1992, por iniciativa de coletivos de mulheres negras, ocorreu o I Encontro de Mulheres Negras Latinas e Caribenhas. Gerou frutos e a Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu a data como o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha.
No Brasil, o 25 de julho é dedicado à líder quilombola Tereza de Benguela: mulher negra e símbolo da resistência à escravidão. Líder quilombola no século 18, tornou-se rainha do quilombo com a morte do companheiro. Sob a sua liderança, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por duas décadas. Sobreviveu até 1770, quando o quilombo foi destruído pelas forças de Luiz Pinto de Souza Coutinho e a população de 79 negros e 30 índios, morta ou aprisionada.
No Rio, a data será levada às ruas no dia 30 de julho: a concentração para a Marcha das Mulheres Negras começa às 10 horas da manhã, no Posto 4 de Copacabana!
🌼 Como ocorreu no ano passado, o Grupo de Trabalho Negras e Negros do Sindscope, nas vozes das educadoras negras do Colégio Pedro II, celebra essa data e faz uma homenagem às mulheres que, no dia a dia, fazem a luta contra o racismo na escola, e em quaisquer outros espaços, acontecer.
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