Assembleia geral da categoria, realizada pelo Sindscope, repudiou decisão do TJ, associando-a a uma tentativa de ‘criminalizar’ greve da educação estadual no Rio; movimento reivindica o cumprimento da lei do piso salarial; assembleia do CPII aprovou nota conjunta do Sindscope com a ADCPII
IMPRENSA SINDSCOPE
Servidoras e servidores do Colégio Pedro II reafirnaram o apoio à greve de educadores da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro e repudiaram a decisão do Tribunal de Justiça, que julgou a greve ilegal.
Esse posicionamento foi aprovado consensualmente na assembleia geral da categoria, realidade de forma remota, por videoconferência, na noite do dia 21 de junho de 2023. A categoria decidiu favoravelmente ao Sindscope divulgar uma nota comum com a Associação dos Docentes do CPII (ADCPII), que propôs a manifestação conjunta.
A greve foi iniciada no dia 17 de maio último, tendo como principal ponto de reivindicação o cumprimento da lei que manda pagar o piso salarial nacional do magistério – que vem sendo desrespeitado pelo governador Cláudio Castro.
O sindicato da categoria, o Sepe-RJ, recorreu da decisão do Tribunal de Justiça contrário à greve. A paralisação foi mantida, numa assembleia realizada na quadra da escola de samba São Clemente, ‘tomada’ pelos grevistas.
Nova assembleia ocorrerá no dia 29 de junho – na véspera, um ato público acompanhará a audiência de conciliação no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, marcada para as 14 horas. A vigília para esta atividade começará na terça-feira (27).
A greve também defende o pagamento de um piso para os trabalhadores do setor que não são docentes. Outra reivindicação é a revogação do Novo Ensino Médio.
Em nota, a Direção do Sepe-RJ se declarou surpresa “com a determinação liminar de término da greve sem antes ouvir o sindicato sobre os motivos da paralisação, assim como a imposição de multas absolutamente desproporcionais”.
“Meio milhão de reais diários em desfavor de um sindicato de trabalhadores e cinco mil reais em desfavor de cada um dos seus diretores beira a criminalização da atividade sindical”, disse, em referência às multas previstas na decisão judicial para o não cumprimento da liminar.
“A greve é um direito fundamental dos trabalhadores e com longa legitimidade; não nos parece razoável que seu exercício seja solapado abruptamente e sem ouvir as partes envolvidas”, diz a nota, mais adiante. O Sindscope apoia esta luta e se solidariza com a categoria e com a sua representação sindical.
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