Participação no ato na Cinelândia ocorreu ao final do dia nacional de paralisação por 24h da categoria em defesa do cumprimento dos acordos de greve e contra a reforma administrativa.
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As mobilizações do dia nacional de paralisação no Colégio Pedro II pelo cumprimento integral dos acordos de greve e contra a reforma administrativa, em 26 de junho de 2025, foram finalizadas na Cinelândia, numa manifestação que a categoria, em assembleia geral na semana passada, resolveu abraçar.

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O ato defendeu duas pautas que, distantes dez mil quilômetros em termos geográficos, estão muito próximas pelos conceitos de solidariedade, dos direitos humanos e das lutas da classe trabalhadora: a manutenção do mandato do deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) e o fim dos ataques genocidas do governo de Israel contra a população palestina na Faixa de Gaza e na Cisjordânia.
Na paralisação por 24 horas, uma representação de servidores e servidoras do CPII e do Sindscope esteve no ato. Prestou apoio ao parlamentar que está sempre a postos para defender as pautas dos servidores e do conjunto da classe trabalhadora e se solidarizou com a causa humanitária gravíssima da Faixa de Gaza.
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Momento histórico
O militante Thiago Ávila, que integrou uma comitiva humanitária da Coalizão Flotilha Liberdade interceptada e presa por alguns dias por Israel, quando tentava entrar na Faixa de Gaza, compareceu ao ato e destacou a importância das duas lutas. “É um prazer imenso estar com vocês aqui, tanto para falar da causa fundamental desse momento histórico, que é a luta contra o imperialismo e o sionismo, para deter o genocídio contra o povo palestino e todas as outras violações, mas também para gente falar da defesa dos nossos que lutam”, disse. “E esse irmão Glauber Braga aqui é dos nossos, não se vende, não se acovarda, não se deixa destruir pelos podres poderes que querem perpetuar uma sociedade de explorações, de opressões e de destruição da natureza”, complementou.
O militante disse que Israel impõe um regime ideológico sionista racista e supremacista, não religioso, de apartheid contra o povo palestino. “Regime que há 18 anos mantém Gaza sob um cerco por terra, por água e pelo ar e que há 21 meses comete as maiores atrocidades contra esse povo”, disse. “Mais de dez mil crianças, como minha filha Tereza, foram amputadas sem anestesia em Gaza. Mais de 18 mil crianças identificadas mortas, mais de 375 mil pessoas desaparecidas em Gaza, potencialmente uma grande quantidade delas mortas pelas atrocidades cometidas por Israel”, relatou, destacando a importância de que isso seja denunciado e de manifestações como a que estava ocorrendo no Centro do Rio de Janeiro.
A militante Maristela dos Santos Pinheiro, do Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino, disse que a resistência do povo palestino é um exemplo para a humanidade. “Sem nenhum exército ajudando, eles estão resistindo contra todo capitalismo mundial”, disse.
Maristela também destacou a importância da criação de núcleos de solidariedade por locais de trabalho – mencionando especificamente a participação que teve, na semana anterior, no debate no Colégio Pedro II, ao lado do professor de História Rodrigo Magalhães, que marcou o início das atividades do Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino no Sindscope – aberto a quem possa e queira ajudar a organizar essa luta.



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