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Marcha a Brasília: pressão faz 12 parlamentares retiraram seus nomes da reforma Administrativa

Caravana do Sindscope participou da mobilização em Brasília, que deu um sonoro ‘não’ à PEC-38 e fortaleceu o movimento contra a reforma e em defesa dos serviços públicos.

A mobilização que culminou com a Marcha em Defesa dos Serviços Públicos, que percorreu a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, na quarta-feira, dia 29 de outubro de 2025, está levando parlamentares a desembarcarem da impopular reforma administrativa. O Sindscope participou da Marcha com uma delegação que se deslocou do Rio a Brasília em ônibus fretado pelo sindicato.

O portal de acompanhamento oficial da tramitação de projetos na Câmara revelava que, até o final da tarde desta quinta-feira (30), doze deputados e deputadas já haviam solicitado a retirada de seus nomes como proponentes da Proposta de Emenda Constitucional 38.

Protocolada no dia 24 último com exatos e sugestivos 171 nomes, número mínimo exigido para isso, a PEC-38 está sendo articulada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PA), com anuência do governo federal.

O número de parlamentares que retiraram seus nomes até aqui, porém, não é suficiente para suspender a tramitação da proposta, explica Neuriberg Dias, diretor de Documentação do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar). Segundo o analista político, é necessário que 50% mais um, ou seja, 86 deputados e deputadas solicitem a exclusão de seus nomes para que isso aconteça.

Veja os informes da Marcha a Brasília em vídeo do Sindscope – clicar aqui

Provavelmente o maior ato nacional e conjunto do funcionalismo dos últimos tempos, a Marcha contra a reforma expôs uma unidade de ação que remete ao movimento que barrou a reforma em 2021. Irmã siamesa da proposta atual, apontada como potencialmente destruidora dos serviços públicos, a PEC-32 naufragou apesar da declarada prioridade dada pelo então governo Bolsonaro em tentar aprová-la. 

O barulho da Marcha ecoou forte nos gabinetes da Câmara. Já na véspera, três deputados haviam protocolado o pedido de retirada das assinaturas. No dia 29, mais nove seguiram esse caminho. São eles: Rafael Prudente (MDB-DF), Murilo Galdino (Republicanos-PB) e Fátima Pelaes (Republicanos-AP), estes na véspera da Marcha; seguidos de Duda Ramos (MDB-RR), Emidinho Madeira (PL-MG), Pastor Diniz (União-RR), Zé Haroldo Cathedral (PSD-RR), Helena Lima (MDB-RR), Marx Beltrão (PP-AL), Alexandre Guimarães (MDB-Tocantins), Renilce Nicodemos (MDB-PA) e Handerson Pinto (MDB-PA).

O resultado da Marcha a Brasília fortalece um movimento que deve continuar e que seguirá exigindo que mais parlamentares retirem os seus nomes da proposta e se livrem de serem alvos antecipados da campanha ‘Se votar, não volta!’, fatal para a reeleição de muitos deputados e deputadas que, em 2021, aprovaram nas comissões a PEC-32.

IMPRENSA SINDSCOPE

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