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Nota Gt Mulheres | A situação das mulheres que trabalham e têm filhos pequenos é emergencial, mas não breve

Uma das duras lições que a pandemia trouxe é a de que a nossa sociedade não encara de forma séria e diligente a questão do peso que recai sobre as mulheres, às quais se delegam as tarefas de cuidados da casa, filhos, ou seja, a manutenção da vida,  além das demais atribuições do espaço público, como empregos, estudos, participação política. Durante a pandemia, as mulheres estiveram, como sempre, sobrecarregadas de trabalho e de responsabilidades. Entretanto, ficou mais evidente a necessidade de estabelecermos redes de apoio, divisão não sexista de tarefas e políticas públicas que considerem todos esses aspectos.

O projeto de sociedade que, infelizmente, tem avançado no panorama brasileiro é um projeto de perda de direitos, exclusão dos mais vulneráveis, sucateamento dos serviços públicos. O  esvaziamento do papel do Estado em sua atribuição legal de defender o direito à Educação pública, laica e inclusiva, como podemos constatar frente ao Projeto de Lei que trata da questão do Homeschooling, cujo avanço rumo à aprovação deixa nítido o tamanho do vácuo que nos devora. No entanto, direitos básicos como creches e cuidados com as crianças e as mães da classe trabalhadora não são garantidos.

É fundamental que avancemos sobre como implementar um ambiente seguro para as mães trabalhadoras – do Colégio Pedro II e do país todo – e para seus filhos, não de forma emergencial, mas como política pública. O direito das mulheres à Educação e à participação nos espaços públicos também precisa ser considerado como primordial, porque a desigualdade de condições causada pela organização sexista e patriarcal das instituições precisa ser combatida.

Manifestamos nosso desejo de que o PLS 33/2016 que regulamenta o acesso irrestrito das filhas e filhos de estudantes ao ambiente escolar seja aprovado, mas que não paremos por aí. O GT Mulheres do Sindscope vem manifestar acolhida à aluna que teve seu direito cerceado e convida a toda a comunidade escolar ao debate de como tornar nosso Colégio um espaço seguro, acolhedor e justo para as servidoras e discentes.

Grupo de Trabalho de Mulheres do Sindscope
Por um sindicalismo antissexista

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