Assembleia que decidirá ainda sobre paralisação por 24h da campanha salarial será presencial: a partir das 18h30, no auditório do campus Tijuca II do Colégio Pedro II
IMPRENSA SINDSCOPE
A Dedicação Exclusiva para docentes recém-empossados no Colégio Pedro II, licença para estudos, ponto eletrônico, interstício na avaliação de desempenho e relato de como foi a audiência com a Reitoria são pontos da chamada ‘pauta interna’ coletiva dos servidores e servidoras do Colégio Pedro II que estão previstos para serem tratados na assembleia desta terça-feira (26).
A Diretoria do Sindicato dos Servidores do Colégio Pedro II (Sindscope) convocou a assembleia para o dia 26, terça-feira, a partir das 18h30min, no auditório do campus Tijuca II, na rua rua São Francisco Xavier 204. A assembleia será exclusivamente presencial.
A assembleia geral da categoria também traz na pauta o debate e a deliberação sobre participar ou não da paralisação nacional, por 24 horas, em todo o serviço público no dia 3 de outubro de 2023.
O indicativo de paralisação foi aprovado na plenária nacional dos servidores públicos federais, organizado conjuntamente pelo Fonasefe (Fórum das Entidades Sindicais Nacionais dos Servidores Públicos Federais), do qual o Sindscope e o Sinasefe participam, Fonacate (Fórum das Carreiras Típicas de Estado) e centrais sindicais.
A jornada de mobilização conjunta, prevista para ocorrer de 2 a 7 de outubro de 2023, foi debatida na 184ª Plenária do Sinasefe, ocorrida presencialmente em Brasília e simultaneamente por videoconferência. A atividade teve a participação de 22 seções sindicais, entre elas o Sindscope, e ratificou o calendário de mobilização da campanha salarial unificada do funcionalismo. Haverá atos públicos presenciais no dia 3 em Brasília, no Rio e em outros estados do país – a data é parte das mobilizações conjuntas também em defesa das estatais, dos serviços públicos prestados à população e da soberania nacional.
Negociações
Também estará na pauta a atuação pela reestruturação das carreiras. A proposta de paralisação busca pressionar o governo Lula a estabelecer negociações que permitam avanços reais em torno das reivindicações apresentadas pelo funcionalismo.
Até o momento, o governo não acatou nenhuma das reivindicações para a data-base de 2024: recomposição salarial, outras de impacto financeiro, como reajuste dos benefícios, e mesmo as sem reflexos no orçamento. É o caso da revogação das medidas infralegais dos governos de Bolsonaro e Temer que atingem negativamente os servidores e os serviços públicos.
A avaliação consensual na plenária nacional dos servidores, que reuniu quase 500 pessoas, presencialmente e por vídeo, é de que não haverá avanços nas negociações salariais e em torno das carreiras sem que se construa uma forte e participativa mobilização.
A previsão orçamentária enviada pelo governo Lula ao Congresso Nacional para 2024 é de reajuste zero para os servidores no ano que vem. Há ainda a ameaça da ‘’reforma’ Administrativa (PEC-32), que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), insiste em tentar aprovar e que o governo não se posiciona categoricamente contra.
A íntegra da pauta é a seguinte:
1) Informes;
2) Conjuntura (Campanha Salarial e reestruturação de carreira);
3) Decisão sobre Paralisação de 24h no dia 03/10;
4) Pauta interna (DE novos concursados, licença para estudos, ponto eletrônico, interstício na avaliação de desempenho e informe da audiência com a Reitoria).
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