Rio terá ato conjunto no dia 8 de novembro, quarta-feira, a partir das 16h, no Buraco do Lume, no Centro da cidade. Na véspera, haverá plenária do Fonasefe. Manifestações da campanha salarial em Brasília e nos estados exigem negociação efetiva e respostas do governo Lula, que enviou ao Congresso proposta de orçamento que volta a congelar as remunerações dos servidores em 2024. Mobilização também é parte da luta para pôr fim às ameaças de reforma administrativa de Lira (PEC-32) ou de outras propostas que também ameacem a estabilidade e os serviços públicos.
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“Governo, queremos respostas!”. Será levando essa palavra de ordem às ruas, num questionamento à falta de resultados das negociações, que a campanha salarial dos servidores e servidoras públicas federais faz na segunda semana de novembro mais uma jornada de mobilização.
O movimento pretende cobrar respostas do governo Lula à pauta salarial. Terá uma série de atividades conjuntas unindo diversos segmentos da categoria. Estão previstos plenária, atos em Brasília, no Rio e demais estados. Alguns setores também vão parar por 24 ou 48 horas. Não haverá paralisação no Colégio Pedro II
Nota da diretoria do Sindscope explica por que não haverá paralisação no CPII dias 7 e 8
A plenária organizada pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais, da qual o Sindscope e o Sinasefe participam, acontecerá na terça-feira, dia 7 de novembro de 2023, a partir das 18 horas. Será híbrida: presencial, em Brasília, na sede do Andes-SN, com possibilidade de participação por videoconferência.
Na quarta-feira (8), o Rio terá ato no Buraco do Lume, na Praça Mário Lago, a partir das 16 horas. A manifestação terá como pautas centrais o arquivamento da reforma administrativa defendida pelo deputado Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, e a cobrança de respostas do governo federal às pautas da categoria. A reforma administrativa ameaça a estabilidade dos servidores no cargo público e abre caminho para terceirizações, privatizações e cada vez menos concurso público.
Também na quarta-feira haverá duas manifestações conjuntas na capital federal.
Pela manhã, o ato “Servidores no Orçamento” acontece em frente à entrada da Câmara dos Deputados no Anexo II.
À tarde, o protesto será em frente ao Ministério da Gestão e Inovação nos Serviços Públicos, no Bloco K da Esplanada dos Ministérios. A pasta é a responsável por coordenar as negociações do governo federal com as entidades sindicais representativas do funcionalismo.
Negociações não avançam
No final de agosto, data da última negociação geral, o governo informou que os recursos destinados às pautas que envolvem previsão de dinheiro no orçamento equivalia a um eventual reajuste salarial inferior a 1% em 2024. Pouco depois, a proposta enviada ao Congresso nem isso assegurou.
Os representantes do governo disseram que haveria margens de negociação e que as conversas iriam continuar. Prometeram um cronograma de novas reuniões da mesa geral de negociação para a semana seguinte – o que até agora, dois meses passados, não se concretizou.
É para forçar negociações pra valer e reverter a volta do congelamento e das ameaças presentes na reforma Administrativa que o funcionalismo volta a se mobilizar essa semana.
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