Discriminação contra estudante ocorreu durante uma partida de futebol e remete ao caso do goleiro Aranha, chamado de ‘macaco’ por torcedores gremistas
IMPRENSA SINDSCOPE
Transcorria um torneio de futebol, numa atividade convocada pelo grêmio estudantil para o campus Humaitá II do Colégio Pedro II, na Zona Sul do Rio. O que era para ser um evento descontraído e de confraternização, porém, se transformou num grave caso de racismo quando um grupo de alunos que acompanhava o jogo começou a insultar um colega, negro, goleiro de uma das equipes em campo.
A vítima da discriminação racial foi um estudante de 14 anos, que defendia a meta de sua equipe no dia 17 de outubro, uma sexta-feira. O grupo de alunos o chamava de “macaco” e chegou a tentar pegar bananas para atirar em campo, mas foi contido por um rapaz. Familiares do estudante fizeram a denúncia do caso na delegacia.
O caso remete ao episódio que ganhou repercussão nacional em agosto, quando o goleiro Aranha, do Santos, obrigou o juiz de uma partida contra o Grêmio, em Porto Alegre, a interromper o jogo enquanto um grupo de torcedores gremistas não parasse de insultá-lo chamando-o de “macaco”. Quatro torcedores foram denunciados pelo Ministério Púbico por injúria racial e respondem a processos na Justiça.
Dirigentes do Sindscope repudiam o ocorrido no campus Humaitá II, se solidarizam com o aluno e seus familiares e defendem a apuração do caso, com o envolvimento direto da Reitoria – tanto no caso específico, quanto no combate, de forma mais ampla, à discriminação racial no colégio.
