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Sessão do Consup pode redefinir homenagens e instalar Comissão da Verdade no CPII: Diego Ramalho reforça convite

Vídeo do servidor docente Diego Ramalho sobre a reunião do Consup desta quarta-feira (16), 14h, no campus Tijuca II.

IMPRENSA SINDSCOPE 

O servidor docente Diego Ramalho, do Departamento de Filosofia no campus São Cristóvão III, é um dos orientadores do projeto “Ditadura nunca mais: o Colégio Pedro II enquanto espaço de memória”, que será objeto de sessão extraordinária e solene do Conselho Superior (Consup) nesta quarta-feira, dia 16 de julho de 2025. Neste vídeo, ele reforma o convite para a participação de toda comunidade escolar na atividade, que ocorrerá no teatro do campus Tijuca II, a partir das 14 horas.

Assistir ao vídeo no Canal do Youtube – clicar aqui

A perspectiva é que seja dado um passo importante, no âmbito do Colégio Pedro II, em busca da reparação histórica da memória, verdade e justiça em torno do período da ditadura empresarial-militar imposta ao país por longos 21 anos transcorridos de 1964 a 1985.

A reunião deve aprovar uma série de medidas e propostas com base no trabalho de pesquisa de Iniciação Científica, que também teve a orientação da servidora docente Maria Lia Gauterio Conde Pinto, do Departamento de Artes Visuais, sendo desenvolvido em conjunto por 17 estudantes das três séries do Ensino Médio.

O assunto já foi pautado e debatido na reunião do Consup ocorrida no dia 11 de junho último. Naquele dia foi aprovada uma moção de apoio à pesquisa e criado um Grupo de Trabalho para elaborar uma proposta de encaminhamento para as questões ali apresentadas.

O estudo propõe uma série de iniciativas, entre elas:

>Diplomações tardias, ou mesmo póstumas, de estudantes vitimas do terrorismo de Estado;
>Reconhecimento de servidoras e servidores  que sofreram retaliações porque se opuseram à máquina golpista;
>Inauguração de monumentos, memoriais ou espaços análogos em homenagem a quem resistiu ao aparato repressivo;>
>Revogação de honrarias e títulos concedidos a membros da cúpula do regime de exceção decretado pelas Forças Armadas;>
>Instauração formal de Comissões da Verdade internas a suas respectivas comunidades;
>Elaboração de materiais e realização de atividades sistemáticas a fim de instruir a sociedade acerca dos crimes hediondos cometidos pelos militares.

O Sindscope já se manifestou, por meio de moção, em apoio à pesquisa desenvolvida e às propostas apresentadas. “Este sindicato acredita que só é possível enfrentar as ameaças atuais à democracia mantendo a memória sobre os graves crimes cometidos pelo regime de exceção instaurado no Brasil em 1964 e homenageando aqueles que contra ele lutaram”, diz trecho do documento.

Moção do Sindscope de apoio às propostas de memória e reparação da verdade – clicar aqui

Acessar documento em pdf com as propostas defendidas a partir do estudo ‘Ditadura Nunca Mais: o Colégio Pedro II enquanto espaço de memória” – clicar aqui

IMPRENSA SINDSCOPE

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