Dirigentes do Sindscope repudiam violência da PM do governo de extrema direita de Tarcísio em SP e apoiam a luta estudantil na USP.
IMPRENSA SINDSCOPE
A direção do Sindicato dos Servidores do Colégio Pedro II (Sindscope) repudiou a ação violenta, ilegal e desproporcional da Polícia Militar do Estado de São Paulo contra estudantes da Universidade de São Paulo (USP). Policiais da força de segurança do governo Tarcísio de Freitas, de extrema direita, invadiram a universidade na madrugada do domingo (10), em que se comemorava o Dia das Mães, e usaram a força para pôr fim à ocupação pacífica do prédio da reitoria.
“Inaceitável e inadmissível” que estudantes sejam tratados dessa maneira por lutar pelo direito de estudar com dignidade, disse a servidora Beth Dau, que integra a pasta de Comunicação do Sindscope. Refere-se à forma truculenta com que a tropa de choque adentrou o local, de madrugada, sem qualquer decisão judicial de reintegração de posse. Estudantes foram agredidos com cassetetes e bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo.
A mobilização exige do reitor Aluísio Segurado a abertura de negociações até agora negadas pelo governo e pela administração central da instituição. Em nota, a Reitoria da USP alegou não ter sido consultada nem informada sobre a ação policial.
A dirigente do Sindscope observa que a greve estudantil reivindica aumento de bolsas, imprescindíveis para o estudo de boa parcela de discentes, reforma nas moradias e melhorias dos espaços físicos. “Nós sabemos o nível de precarização das universidades públicas no Brasil”, menciona, ao destacar a legitimidade e urgência do movimento.
Opinião compartilhada pela servidora Lucrécia Iacovino, que integra a coordenação-geral do Sindscope. “Foi um horror a ação da violenta polícia do governador Tarcísio de Freitas”, disse, assinalando que a agressividade absurda da ação contra jovens que travam uma luta legítima está registrada em vídeos.
O Sindscope abraça essa e outras lutas em curso nas universidades brasileiras e repudia a violenta ação policial. Operação que, segundo relatos de dirigentes do DCE, ocorreu por volta das 4 horas da madrugada, pegou estudantes dormindo e transformou o local numa ‘câmara de gás’ e de tortura: um corredor polonês teria sido formado para agredir os estudantes quando estes já haviam decidido deixar o local.
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