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Sindscope na Marcha a Brasília contra a reforma administrativa: ainda dá tempo de se inscrever

Encerram-se nesta quinta-feira (23) as inscrições para a Marcha a Brasília, que denunciará a ameaça que representa a reforma administrativa para os serviços públicos, os servidores e servidoras e a população brasileira. A caravana ocorrerá durante a paralisação por 48h nos dias 28 e 29 de outubro, aprovada na assembleia geral realizada pelo Sindscope no Colégio Pedro II.

IMPRENSA SINDSCOPE 

Ainda dá tempo de se inscrever e participar. O Sindscope segue aceitando, até as 12 horas desta quinta-feira (23), inscrições para participar da caravana que irá à capital federal e se integrará à Marcha a Brasília. O protesto no dia 29 percorrerá a Esplanada dos Ministérios para denunciar o perigo que representa, para a população e os servidores e servidoras, a reforma administrativa que está sendo articulada no Congresso Nacional com a anuência do governo federal e da cúpula do Poder Judiciário Federal. 

Para viabilizar a participação da categoria e ampliar o grito de alerta contra um projeto potencialmente explosivo para os serviços públicos, a assembleia geral, realizada no dia 20 de outubro de 2025, aprovou a realização de uma paralisação por 48 horas nos dias 28 e 29 de outubro próximos.

A caravana rumo à capital federal sairá dia 27 de outubro, segunda-feira, chegando em Brasília no dia seguinte. O retorno está previsto para quarta-feira, 29 de outubro, após o término da jornada de mobilizações. Para participar é preciso ser sindicalizado, porém isso pode ser feito até mesmo no ato da inscrição.

Formulário para se inscrever na caravana do Sindscope a Brasília: acessar aqui 

Movimento nacional e conjunto

O objetivo central da iniciativa é fortalecer a construção do movimento, de forma nacionalmente unificada, numa articulação do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Público Federais (Fonasefe) em conjunto com outras organizações sindicais no âmbito municipal e estadual.

A reforma administrativa voltou a ser pautada no Congresso Nacional quando o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), criou um Grupo de Trabalho para tratar do tema, sob a coordenação do deputado Pedro Paulo (PSD-RJ). 

Embora ambos procurem negar tal vínculo, o assunto foi tratado tendo como base propostas de federações industriais e comerciais de São Paulo muito semelhantes às que constam na PEC-32. A proposta de reforma que o então governo de Jair Bolsonaro tentou aprovar em meio à pandemia da covid e não conseguiu: a proposição foi associada ao fim dos serviços públicos e acabou paralisada na Câmara, sem ir a voto no Plenário, num movimento impulsionado pelas articulações e mobilizações conjuntas das entidades sindicais do funcionalismo, entre elas o Sindscope e o Sinasefe.

Desmonte, ‘rachadinha’ e privatização

A proposta de emenda constitucional oriunda do Grupo de Trabalho – uma instância nada formal da Câmara que nem sequer apreciou o texto apresentado – é apontada pelas entidades sindicais como um ataque que, se aprovado, poderá impor um desmonte sem precedentes aos serviços públicos prestados à população.

O texto coloca em risco a continuidade da existência de concursos públicos. Ao abrir caminho para contratações temporárias de forma ampla, precariza o trabalho em funções previstas em cargos de servidores públicos, abre um flanco para tráfico de influências políticas, assédio moral e, não dá para descartar, uma epidemia de rachadinhas no setor público. 

‘Rachadinha’ é o nome popular dado à extorsão de trabalhadores e trabalhadoras contratados por indicação e sem estabilidade nos serviços públicos que se veem obrigados a ‘doar’ parte dos seus salários a quem os contratou. A chefe do gabinete do deputado Hugo Motta, aliás, responde judicialmente a uma acusação do Ministério Público por suposta liderança de um esquema de rachadinhas. Ele teria sido imposto a assessores do parlamentar, que hoje preside a Câmara dos Deputados e tenta aprovar a reforma sob o discurso da modernidade e da moralização.  

Ao atingir a estabilidade, com incentivo aos contratos temporários e elevando a subjetiva avaliação de desempenho a status de ‘modelo de gestão’, a reforma abre caminho para perseguições políticas, assédio moral e dá sinal verde para privatizações e terceirizações de serviços.

IMPRENSA SINDSCOPE

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