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Violência da PM contra multidão gera revolta, mas não cala grito de “Fora Temer” no Rio

Violenta repressão da PM dispersou manifestantes, instalou clima de terror no Centro, mas não conseguiu gritos de “Fora Temer” e de resistência no maior ato contra as reformas no Rio

IMPRENSA SINDSCOPE

“Fora Temer”, gritava a multidão, por volta das 17h35min desta sexta-feira (28), enquanto corria das bombas lançadas pela Polícia Militar na Cinelândia, contra a manifestação que reuniu dezenas de milhares no Centro do Rio contra as reformas da Previdência e Trabalhista e as terceirizações. A frase foi provavelmente a que mais se ouviu nas manifestações unificadas que ocorreram na capital fluminense e marcaram o encerramento da greve geral no estado.

Não há levantamentos precisos e a própria dispersão do ato impossibilitou isso, mas foi provavelmente a maior manifestação no estado, até aqui, contrária às reformas que o governo federal tenta aprovar no Congresso Nacional. É razoável supor que outros milhares de manifestantes ainda chegariam ao ato, não fosse a violenta repressão da Polícia Militar, iniciada ainda de dia. “O ato iria ser enorme”, resumiu uma jornalista que acompanhava a manifestação.

Havia, de fato, muita gente na manifestação que encerrou a greve geral no Rio. E muita gente não deve ter conseguido chegar. Na Assembleia Legislativa, milhares de pessoas se concentraram para, dali, sair em passeata até a Candelária e, depois, caminhar até a Cinelândia, onde aconteceria o ato unificado das centrais sindicais. Entre eles, muitos servidores e estudantes do Colégio Pedro II.

A ação violenta da Polícia Militar contra manifestantes espalhou pelas ruas do Centro um cheiro forte de gás lacrimogêneo, dispersou as concentrações e desencadeou um quebra-quebra, com queima de ônibus e vidraças de bancos partidas. A repressão policial se estendeu noite adentro nas ruas da cidade.

Não há ainda uma avaliação mais abrangente das dimensões nacionais dos protestos, primeira greve geral convocada em mais de 25 anos. Ficou evidente que as manifestações foram grandes, a greve teve a participação de muitos setores e paralisou o transporte coletivo em boa parte das capitais do país. Há quem avalie que, em termos de categorias paradas, a mobilização de 28 de abril tenha sido a mais forte em quase 30 anos

IMPRENSA SINDSCOPE

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