Nota da Diretoria do Sindscope repudia a agressão militar dos Estados Unidos à Venezuela, país detentor da maior reserva de petróleo do mundo. O texto defende que não se pode ficar indiferente, seja por solidariedade ao povo venezuelano, seja porque o ato imperialista de Donald Trump também ameaça os demais países da América Lativa. Está diretamente ligado à política neoliberal associada à extrema direita que avança sobre os direitos sociais, trabalhistas e os serviços públicos.
A nota observa que a ação nada tem a ver com a defesa da democracia, mas com a apropriação, pelas armas, do petróleo venezuelano. Uma agressão que demonstra que “todos podem ser alvos de ataques e bombardeios sempre que Trump considerar que os interesses dos capitalistas estadunidenses estejam em risco”, alerta.
Nota do Sindscope: Contra o ataque imperialista dos EUA à Venezuela
Íntegra da nota da Diretoria do Sindscope sobre a agressão dos EUA à Venezuela
A direção do Sindscope manifesta seu veemente repúdio às ações militares promovidas pelos Estados Unidos contra a Venezuela na madrugada deste sábado, dia 3 de janeiro de 2026. Donald Trump ordenou o bombardeio de cidades venezuelanas e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa.
Não é possível nutrir qualquer ilusão sobre os reais interesses estadunidenses por trás dessas ações, conforme ficou explícito nas declarações do próprio Trump à imprensa: o objetivo é a apropriação do petróleo venezuelano, e não uma suposta luta pela democracia.
A agressão também visa minar a soberania dos países latino-americanos. Todos estão sob ameaça e podem ser alvos de ataques e bombardeios sempre que Trump considerar que os interesses dos capitalistas estadunidenses estejam em risco.
Por trás deste ataque, encontra-se a ação da extrema direita venezuelana, que busca retomar o poder por meio de ações semelhantes às tentadas pelo bolsonarismo contra o Brasil. O projeto dessa extrema direita é atacar os direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores, destruir os serviços públicos e entregar a soberania da América Latina aos EUA.
É imprescindível destacar que nós, trabalhadoras e trabalhadores, devemos permanecer atentos e mobilizados contra qualquer avanço neoliberal liderado por potências que historicamente nos tratam como países de segunda categoria. Sempre que uma nação é atacada, é nosso dever manifestar apoio irrestrito e exigir um posicionamento claro dos líderes políticos que afirmam compromisso com a classe trabalhadora.
Prestamos total solidariedade ao povo venezuelano e exigimos que o governo do presidente Lula adote medidas efetivas para responder a essa agressão promovida por Trump.
Conclamamos todas e todos a ocuparem as ruas em defesa da soberania dos povos latino-americanos e em repúdio às agressões imperialistas de Donald Trump.
Rio de Janeiro, 3 de janeiro de 2026
Diretoria do Sindscope
(Sindicato dos Servidores do Colégio Pedro II)