Assembleia no CPII aprova paralisação no dia 3 de março e ratifica indicativo nacional de greve

Governo empurra categoria para greve ao não respeitar acordos firmados em 2024; paralisação no dia 3 terá assembleia geral para avaliar resultado da plenária do Sinasefe  e deliberar sobre o que for encaminhado nacionalmente.

IMPRENSA SINDSCOPE 

Servidoras e servidores do Colégio Pedro II se posicionaram, por ampla maioria, a favor do indicativo de greve nacional da categoria para exigir do governo Lula, responsabilizado por isso, o cumprimento integral dos acordos de greve. A decisão será levada à Plenária Nacional do setor, a ser realizada pelo Sinasefe no final de fevereiro, em Brasília.

A assembleia geral convocada pelo Sindscope também aprovou, novamente por ampla maioria, uma paralisação por 24 horas no dia 3 de março de 2026. Para esta data será convocada uma nova assembleia, que ocorrerá de dia, para que mais servidores e servidoras possam participar. 

A maioria dos presentes ao Teatro Mário Lago, no campus São Cristóvão II, na noite de quarta-feira (11), entenderam que o governo, ao desrespeitar aspectos fundamentais nos acordos de greve e até aqui não rever a sua posição, obriga a categoria a ir à greve.

A pauta central da assembleia a ser convocada no dia da paralisação, em 3 de março, será analisar o resultado da Plenária Nacional e deliberar sobre a greve, caso o indicativo venha a ser confirmado. A assembleia elegeu ainda a representação do Sindscope que participará da Plenária Nacional do Sinasefe – que contará com duas delegadas e duas observadoras.

Data da greve

Os servidores e servidoras também debateram e deliberaram sobre levar ou não ao encontro em Brasília uma proposta de data para início da greve. Neste ponto, a maioria optou por não definir isso. A avaliação que prevaleceu foi de que o melhor, neste caso, seria aguardar o cenário nacional para deliberar sobre isso.

As deliberações da assembleia no Mário Lago refletem a indignação com o desrespeito do governo aos acordos de greve. Entre os pontos não cumpridos, está o encaminhamento de uma proposta diversa da elaborada pela comissão do Ministério da Educação para o RSC-TAE (Reconhecimento de Saberes e Competência), que na prática exclui boa parte dos servidores, e a dispensa do ponto eletrônico de docentes, entre outros (em breve o Sindscope divulgará um quadro atualizado com todos os itens não encaminhados pelo governo até aqui). 

Também foi destacado na assembleia que o grave ataque do governo no caso do RSC, uma reivindicação muito cara à categoria, não atinge apenas os técnicos: é um golpe contra todos, pois traz aspectos de reforma administrativa e abre um precedente para futuras retiradas de direitos dos servidores. A unidade de uma categoria que inclui TAEs e docentes assegurou todas as conquistas até aqui e precisa ser mantida e fortalecida.

IMPRENSA SINDSCOPE


Foto: Assembleia vota por ampla maioria a paralisação por 24h no dia 3 de março: pressão sobre o governo pelo respeito aos acordos de greve – hdf

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